Três capitais devem concluir a limpeza do espectro 5G ainda esta semana

Conforme prevê o cronograma, a limpeza do espectro de 3,5 GHz deve ficar pronta até 30 de julho para ativação do sinal nas capitais.

A implementação da quinta geração de redes móveis (5G) no Brasil é um processo demorado e que ainda deve enfrentar longos entraves pela frente. Apesar de toda a dificuldade no avanço dessa tecnologia, as operadoras trabalham para progredir com o lançamento dessa frequência em mais cidades além de Brasília, capital que foi a primeira a receber o 5G “puro” na primeira semana deste mês.

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Após a capital federal, mais capitais também devem disponibilizar essa novidade para os munícipes em breve, mas segundo informações do Gaispi, grupo responsável pela limpeza da faixa de 3,5 GHz, não deve haver liberações do 5G em mais cidades este mês, reforçando que novos anúncios devem acontecer apenas em agosto.

Embora a entidade preveja aprovações apenas no próximo mês, é esperado que pelo menos três capitais brasileiras tenham o espectro de 3,5 GHz totalmente descongestionados até a próxima sexta-feira, 22.

Essa colocação foi feita por Antonio Parrini, diretor de operações da EAF, durante participação do evento online SET Experience, que conforme revela a Mobile Time, afirmou que as cidades de Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS) e João Pessoa (PB) estarão com a Banda C pronta para uso após o sinal de TV ser migrado para a Banda Ku.

5G e a Banda Ku

Para não haver interferência entre o 5G e o sinal de televisão via satélite, a Anatel decidiu esvaziar a frequência de 3,5 GHz mantendo-o livre para às redes móveis, processo que requer a substituição de milhares de antenas parabólicas convencionais espalhadas pelo Brasil.

Para atender a demanda de troca foi criada a Siga Antenado, Entidade Administradora de Faixa (EAF), que disponibiliza gratuitamente parabólicas digitais para cidadãos inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) e residentes em capitais cuja migração para a Banda Ku iniciou.

Apesar disso, quem não é participante de nenhum programa social do governo também deve trocar a antena para continuar assistindo TV via satélite, mas neste caso é preciso arcar com os custos de instalação.

Estima-se que mais de 20 milhões de domicílios ainda assistem TV aberta através da parabólica e terão que trocar seus aparelhos de receptores de sinal. No entanto, 10 milhões dessas famílias terão que tirar dinheiro do próprio bolso para fazer a substituição.

Lucas Ribeiro
Lucas Ribeiro
Jornalista há quatro anos, trabalho com revisão de textos e elaboração de pautas sobre telefonia móvel/telecomunicações no geral. Como lema, compartilho a ideia de Álvaro Borba, que diz: “Não importa o que eu acho, importa o que eu sei, e o que sei são os fatos”.
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