Startups aquecem mercado do metaverso atraindo investidores

Em rápido crescimento, o metaverso deve movimentar entre US$8 trilhões e US$ 13 trilhões a nível global até 2030.

O metaverso deixou de ser apenas um conceito e está se tornando realidade em todo o mundo, principalmente após os fortes investimentos da Meta (ex-Facebook) para alavancar esse segmento de mercado através do desenvolvimento de novos equipamentos da linha Oculus e parceria com empresas de tecnologia, buscando oferecer experiência aprimorada para consumidores B2B no meio corporativo.

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Embora a gigante norte-americana seja uma das principais companhias trabalhando para estimular o metaverso, startups estão aquecendo esse mercado atraindo investidores que buscam oportunidades nesse promissor mercado de realidade virtual.

De acordo com o relatório do Citi, as desenvolvedoras que estão atuando no metaverso irão movimentar entre US$8 trilhões e US$ 13 trilhões globalmente até 2030. No Brasil, existem 138 empresas aplicando aportes no metaverso, metade delas startups que estão fomentando essa tecnologia na América Latina.

Uma dessas companhias é a Wayra, hub de inovação aberta da Vivo e Telefónica, que através da iniciativa Open2Metaverse está agrupando as melhores soluções que fazem bons usos de plataformas virtuais para oferecer experiências sociais digitais mais imersivas, seja por meio de realidades virtuais, criação de NFTs ou desenvolvimento de marketplaces voltados para o metaverso.

Segundo a empresa, o objetivo das pesquisas é “acelerar a inovação, oferecendo a oportunidade de escalar o crescimento das melhores startups da área para construir um ecossistema de metaverso global que possa unir empreendedores, corporações, investidores e experts do setor”.

“Por mais que o metaverso ainda não exista da maneira que está sendo apresentado e imaginado, é inegável que a proposta de mais imersão e digitalização do entretenimento já está balizando decisões de negócios na maior parte das corporações.” explica Guilherme Amorim, Head de Parcerias da Wayra Brasil, hub de inovação da Vivo e Telefónica.

No caso da Wayra, as startups apoiadas tem à disposição a infraestrutura da Telefónica, empresa dona da Vivo, para garantir comunicação e conectividade na expansão do metaverso para mais segmentos do mercado.

Esses recursos são cruciais para o funcionamento de aplicações no ambiente virtual, dado que esse espaço demanda alta velocidade de internet e baixa latência.

Em um evento realizado pela Oi no mês passado, a operadora destacou que sua tecnologia FTTR pode contribuir para o avanço do metaverso nos próximos anos. Mais empresas devem entrar no páreo buscando lucros nessa rede inovadora.

Lucas Ribeiro
Lucas Ribeiro
Jornalista há quatro anos, trabalho com revisão de textos e elaboração de pautas sobre telefonia móvel/telecomunicações no geral. Como lema, compartilho a ideia de Álvaro Borba, que diz: “Não importa o que eu acho, importa o que eu sei, e o que sei são os fatos”.
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