Relatório final da recuperação judicial da Oi é entregue ao Tribunal de Justiça

Documento reúne as informações financeiras consolidadas da empresa entre janeiro de 2018 até abril deste ano, como dívidas e credores.

No final da noite desta segunda-feira (27), foi entregue à 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro o relatório final sobre a recuperação judicial da Oi elaborado pelo administrador judicial, Escritório Arnoldo Wald, que conclui que todas as empresas que atualmente formam o grupo no processo cumpriram as obrigações vencidas no curso da fiscalização.

Foram o grupo no processo as empresas: Oi S.A., Portugal Telecom International Finance B.V. e Oi Brasil Holdings Coöperatief U.A., após série de consolidações organizacionais.

Desde que entrou em processo de recuperação judicial, a Oi tem efetuado o pagamento de parte de sua dívida. Com isso, foram excluídos do relatório 35.372 credores com crédito de até R$ 50 mil, uma vez que já tiveram os créditos quitados. Quando houve o pagamento parcial, o quadro geral de credores (QGC) corrigiu o valor para refletir o cenário atual.

Foram ainda 37.273 sentenças proferidas em relação a “incidentes” de habilitação e impugnação de crédito até o dia 30 de março, data do fechamento da apuração.

Para os credores concursais retardatários, as dívidas ainda estão sendo pagas, mas o site disponibilizado pela operadora permitirá que mais desses credores que não tenham ingressado com a distribuição por dependência do pedido de habilitação/impugnação possam fazer habilitação administrativa.

Para o relatório, o administrador reuniu informações financeiras consolidadas da Oi entre janeiro de 2018 até abril deste ano. A geração de caixa operacional líquida da empresa foi de R$ 18 bilhões negativos, enquanto que os investimentos foram de R$ 23,4 bilhões. Já a entrada de caixa foi de R$ 120 bilhões, mas os pagamentos totalizaram R$ 115 bilhões.

O saldo final do caixa financeiro das recuperandas totalizando R$ 3,4 bilhões, representando uma redução de 43% em relação ao saldo registrado em janeiro de 2018. A receita operacional bruta teve queda de 6% na média do ano, do início da recuperação judicial até 2021, ficando em R$ 26,2 bilhões. Já as receitas operacionais tiveram aumento de 46% na média anual, ficando em R$ 4,4 bilhões.

No último trimestre do ano passado, foi negativo o resultado financeiro das recuperandas, em R$ 10 bilhões. desde o início do processo que os resultados foram negativos, exceto o anterior ao RJ que teve resultado positivo de R$ 26 bilhões. O prejuízo consolidado no mesmo período do ano passado foi de R$ 8,5 bilhões. Devido à flutuação a média foi de prejuízo de R$ 863,8 milhões.

Cleane Lima
Cleane Lima
Jornalista, Comunicóloga, Repórter e Redatora há mais de 3 anos, com experiência na produção e revisão de conteúdo para internet. Adora escrever sobre qualquer assunto. "Palavras são, na minha humilde opinião, nossa inesgotável fonte de magia". Alvo Dumbledore. E-mail para contato: [email protected]
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