Oi inaugura mais duas usinas solares no Brasil

Atividades nas fazendas solares começaram na última quinta-feira (02); Saiba mais.

Oi usinas solares
Foto: Reprodução Internet

A Oi acaba de colocar em operação suas duas novas usinas solares no Brasil para atender sua demanda empresarial. As atividades acontecem em meio a uma das piores crises hídricas em décadas no país.

As chamadas “fazendas solares” foram inauguradas em Goiás e no Mato Grosso. Agora, elas se somam a outras cinco usinas solares da Oi que estão espalhadas pelo país.

A criação das usinas solares faz parte da estratégia da Oi de ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa ) para diversificar sua matriz energética e dobrar o consumo de fontes renováveis até 2025.  

A operadora de celular pretende inaugurar mais 32 usinas solares no modelo chamado de geração distribuída, que é quando a produção de energia acontece próxima ou no próprio local de consumo.

As plantas somam uma capacidade instalada de 123 MWp (medida de potência energética de células fotovoltaicas), o que representa a geração e consumo de 170 mil casas de classe média.

VEJA TAMBÉM:

–>  Anatel pretende ouvir pequenos provedores sobre a venda da Oi Móvel

–> No Cade, TIM, Vivo e Claro defendem a venda da Oi Móvel

–> Vivo, TIM e Claro querem consentimento prévio da Anatel para compra da Oi Móvel

Com todas as usinas operando até o final de 2021, a Oi passa a ser a referência no Brasil de empresa de autoconsumo renovável em geração distribuída (GD), segundo dados da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

A inauguração das fazendas solares acontece em um momento delicado para a Oi. Recentemente, o governo abriu uma investigação na Anatel sobre a venda das suas redes móveis.

Segundo Emmanoel Campelo, conselheiro da Anatel, por causa do impacto que a venda das redes móveis da Oi pode ter no ambiente de competição das concorrentes, o governo encaminhou o caso para a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), que irá apurar possíveis riscos de infração da ordem econômica.

Segundo ele, o excesso de concentração pode ser um problema e que o Brasil ainda não o experimentou.

“Agora, com a saída da Oi, ficou delicado. O que não pode é ter duas [grandes teles], três é até administrável”, explicou.

Campelo também afirma que é desejo da agência que as prestadoras criem mais concorrência diante dos grandes players.

“Queremos que de fato esses provedores regionais cresçam e passem a ocupar um cenário mais relevante ainda. Queremos esses atores chegando a um nível cada vez mais elevado, inclusive ultrapassando a barreira dos 5% que estabelecemos no PGMC [Plano Geral de Metas de Competição]”, declarou o conselheiro.

Em dezembro do ano passado, as operadoras VivoTim e Claro compraram as redes móveis da Oi por R$ 16,5 bilhões.

Com informações de Veja

Acompanhar esta matéria
Notificação de
0 Comentários
Comentários embutidos
Exibir todos os comentários