Oi e V.tal não devem participar do leilão de 5G para faixa de 3,5 GHz

Diretor da Nova Oi falou sobre o leilão e sobre o futuro da empresa; saiba mais.

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Foto: Reprodução Internet

O diretor-presidente da Nova Oi, Rodrigo Abreu, afirmou, nesta quarta-feira (08), durante evento virtual promovido pela XP, que a empresa e a V.tal, companhia que reúne infraestrutura de fibra óptica da operadora, não deverão participar do leilão do 5G para faixa de 3,5 GHz.

Segundo Rodrigo Abreu, a Nova Oi acredita que “não vale a pena participar do leilão dessa frequência, visto que a operação móvel da operadora está praticamente fechada, esperando aprovação regulatória”.

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De acordo com especialistas do mercado, a faixa de 3,5 GHz é considerada a principal banda média harmonizada, em caráter global, para uso da tecnologia 5G. Através dela, os dados serão transmitidos em ultravelocidade dos celulares e computadores para as torres de comunicação.

Já em relação às outras frequências, Rodrigo Abreu revelou que a Oi vê potencial para participar do leilão do 5G, assim como a V.tal.

V.tal é o nome comercial da InfraCo, empresa que reúne sua infraestrutura de fibra óptica da operadora. Em julho, a Nova Oi vendeu a InfraCo ao aceitar oferta conjunta de fundos do BTG Pactual e da Globenet Cabos Submarinos.

Nova Oi

Durante o evento promovido pela XP, Rodrigo Abreu também falou sobre os objetivos da Nova Oi, que incluem: focar totalmente em seus negócios com clientes, serviços e atendimento. A empresa também pretende voltar a ter valor de mercado em R$ 15 bilhões.

De acordo com o diretor, a expectativa é que até o primeiro trimestre de 2022, a operadora conclua a transação de venda da operação móvel da empresa, bem como controle da unidade de infraestrutura.

A ideia da Nova Oi é de “segregar” toda telefonia fixa de cobre e migrar para fibra óptica. De acordo com Rodrigo Abreu, a companhia ganhou muito mercado de ultra banda larga nos últimos anos. “A fatia de participação de mercado da companhia em cidades onde havia esse serviço saltou de 4% no primeiro trimestre de 2019 para 24% no segundo trimestre de 2021”, disse.

Com informações de Valor Econômico

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