Pesquisa da FGVcia aponta que Brasil tem dois dispositivos por habitante

Para coordenador do levantamento, a carência do país está no acesso à internet, já que equipamentos não faltam.

Entre computadores, tablets, notebooks e smartphones em uso, o Brasil possui 440 milhões destes dispositivos digitais, o que dá uma média de dois por habitante.

Esses dados são resultado da 32ª edição da Pesquisa Anual sobre o Mercado Brasileiro de TI e Uso nas Empresas divulgada hoje, 20, pelo Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGVcia).

Os números mostram um tímido crescimento quando comparado com as conclusões do estudo no ano passado, que detectaram 424 milhões de dispositivos.

O levantamento ainda mostra que são quatro celulares vendidos para um aparelho de TV no país. Quando se fala apenas de computadores, este ano o Brasil deve superar a marca dos 200 milhões destes equipamentos.

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O cálculo inclui na conta tanto desktops, quanto notebooks e também tablets. Em outras palavras, serão 9,4 computadores para cada 10 habitantes.

No ano passado, a venda desses aparelhos ficou 8% abaixo dos resultados de 2019. Ao todo, foram 11 milhões de aparelhos vendidos.

Sobre smartphones, é esperado para junho um número estimado em 242 milhões de dispositivos em uso no país, o que também supera a marca de 1 por habitante.

Para o professor Fernando Meirelles, responsável por coordenar a pesquisa do FGVcia, os resultados demonstram que comprar dispositivos não é mais problema no Brasil, mas sim ter acesso à internet, em especial nas classes mais baixas.

Anualmente, o FGVcia divulga um retrato de como se encontra o mercado de Tecnologia da Informação (TI) no Brasil, a partir de pesquisas e estudos sobre esse tema nas empresas.

A edição deste ano contou com a participação de 2.636 empresas entre grandes e médias. Para as grandes, os principais projetos envolvem, entre outras coisas, inteligência artificial, internet das coisas e nuvem.

Já nas médias, estão inteligência analítica e o “novo ERP” (Migração, Implementação e Integração”).

Com informações de Convergência Digital

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