InícioTV por AssinaturaCanal tenta proibir venda de aparelhos com app de IPTV pirata

Canal tenta proibir venda de aparelhos com app de IPTV pirata

Processo também acusava vendedores das grandes varejistas de instruir o acesso à IPTV pirata; entenda o desenrolar da ação.

Homem reagindo ao processo contra a IPTV pirata. Ilustração PxHere
Imagem: Ilustração PxHere

No exterior, o Super Channel Allarco, canal canadense que tem o inglês como principal idioma, entrou com um processo contra grandes redes varejistas.

O motivo? A venda de dispositivos que viabilizam acesso às IPTVs piratas. A batalha, obviamente, é quase impossível para a emissora.

Afinal, inúmeros televisores, dispositivos e até mesmo aparelhos de TV Box oferecem os aplicativos para download.

Em prática, são apps até mesmo disfarçados, que sequer possuem o streaming de conteúdo pirata como principal atividade.


VEJA TAMBÉM:

–> Operação derruba 120 mil aparelhos de IPTV pirata (a nova Gatonet)

–> Usuários de IPTV pirata começam a receber cartas de alerta

–> Brasil pode ganhar mais uma IPTV grátis (com streaming de vídeo)

Um deles é o Kodi, software aberto que pode ser utilizado de diversas maneiras e muitos aproveitam para colocar IPTV pirata.

Em processo, a Allarco acusa varejistas como Staples Canada, Best Buy, London Drugs, Canada Computers e várias outras.

A rede televisão destaca que as empresas instruem e promovem o uso de dispositivos piratas e decodificadores.

Foram apresentadas 100 horas de gravações secretas que mostram vendedores das redes que instruem consumidores sobre como utilizar os dispositivos para pirataria.

Mas, o processo foi derrubado. A Allarco pedia uma liminar para restringir esse comportamento por parte dos vendedores.

Além disso, a empresa tentou impedir a venda de dispositivos que forneciam acesso aos apps.

O grande problema é que as leis do Canadá exigem que os detentores de direitos autorais estejam envolvidos no processo. E esse não é o caso do canal, que exibe conteúdos licenciados na TV paga do Canadá.

Outra dificuldade do processo foi a abrangência da questão. Afinal, centenas de dispositivos podem oferecer aplicativos com suporte às IPTVs em suas lojas.

Nesse caso, a rede apresentou como argumento que as varejistas eram culpadas pela queda em sua base de assinantes.

A evidência, obviamente, não foi vista como válida pela justiça, que sequer conseguiu encontrar relação entre a queda de assinantes e a venda de eletrônicos nas lojas supracitadas.

Com informações de TorrentFreak

Anderson Guimarães
Jornalista com seis anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop. E-mail: and[email protected]
Acompanhar esta matéria
Notificação de
0 Comentários
Comentários embutidos
Exibir todos os comentários