Manutenção da rede privativa do governo deve custar R$ 11,6 bilhões em 15 anos

Segundo a projeção da Telebras, custo seria de R$ 3,5 bilhões nos primeiros seis anos.

Imagem do Palácio do Planalto.
Imagem: REUTERS/Adriano Machado.

O custo de implantação da rede privativa do governo nos primeiros seis anos será de R$3,449 bilhões, de acordo com estimativas da Telebras.

A estatal foi quem subsidiou o estudo para que o Ministério das Comunicações (MCom) formule a proposta ao leilão 5G.

A projeção sobe para R$ 11,688 bilhões, quando a estatal leva em consideração a manutenção da rede privativa por um período de 15 anos.

Para a implantação da Rede de Atendimento da Administração Pública Federal (RAAPF), que prevê o atendimento a pouco mais de 18 mil pontos de governo em até seis anos, a estimativa é que os valores sejam distribuídos em 20% no primeiro biênio, 30% no segundo biênio e 50% no terceiro e último biênio.

Segundo o documento, para cada ponto de governo atribui-se 100Mbps de internet e 10Mbps de conexão de rede privativa, MPLS/SD-WAN.

Além disso, haverá a implantação de redes metropolitanas em todas as capitais nos primeiros quatro anos, o que deve se estender até o sexto ano.

A Telebras ainda calcula que o custo para a instalação dessa rede física e o atendimento dos pontos de governo, nos primeiros seis anos, seja de R$ 1,544 bilhão, com atualização do Capex e Opex de R$ 5,15 bilhões em 15 anos.

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Em relação a Rede Móvel Segura do DF (RMSDF), a projeção da Telebras é de R$ 334 milhões, além de R$ 1,6 bilhão em 15 anos para o custeio de rede.

A expectativa é de que a RMSDF, que deve atender cerca de 135 mil servidores do Governo Federal, por meio de tecnologia 4G, seja construída em dois anos.

No trecho onde está localizada a avaliação do MCom, consta que a pasta prefere que esse custo não seja bancado pelo leilão 5G.

Nesse sentido, uma das propostas do MCom para o edital é que sejam alocados recursos de até R$ 1 bilhão.

Segundo o argumento da pasta, os recursos do Edital 5G não precisam, necessariamente, custear a implantação integral da rede privativa.

“Podem ser aplicados na viabilização de uma parcela da Rede, na perspectiva de que investimentos adicionais, com recursos de outras fontes, podem ser realizados na ampliação gradual de seu alcance ou do rol de serviços oferecidos para serem aplicados ao longo de 4 anos”, afirma.

Nas contas do MCom seriam necessários investimentos de R$ 518,59 no segmento fixo; R$ 238,26 milhões para a telefonia móvel e R$ 327,23 milhões para a solução de segurança.

Com isso, a pasta acredita que seja possível alcançar todas as capitais com redes fixas, construir uma rede móvel no Distrito Federal e implantar a solução de segurança para comunicação de Estado.

Com informações de Telesíntese.

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