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TelComp se junta à Algar Telecom e se manifesta contra leilão da Oi Móvel

Entidade enviou uma carta à Anatel alertando sobre o risco da venda resultar em concentração de mercado.

Logotipo da Oi dividido em dois e na parte de cima os logotipos da TIM, Vivo e Claro.
Imagem ilustrativa.

A novela a respeito da venda da Oi Móvel para as operadoras Vivo, TIM e Claro continua. Agora, chegou a vez da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (TelComp) se manifestar contra o negócio.

A associação enviou para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), neste mês, uma carta em que afirma que a venda representa uma concentração de mercado que pode prejudicar tento as operadoras de menor porte quanto os clientes.


A entidade agora se junta à Algar Telecom, que chegou a pedir ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que apurasse a negociação.

Neste mês, a Secretaria-Geral do órgão decidiu pela instauração de um processo administrativo, justamente para investigar se as operadoras agiram em consórcio no leilão.

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Ainda de acordo com a TelComp, é preciso que a Anatel dê uma freada nesse tipo de negociação para impedir um possível aumento de preços e redução de investimentos das operadoras.

Outras das justificativas apresentadas pela entidade à agência reguladora é que após a consolidação da venda da Oi Móvel, as compradoras passarão a deter 95% de fatia do mercado móvel, envolvendo clientes e infraestrutura.

Isso, segundo a TelComp, vai dificultar a vida de outras empresas que pretendam explorar o mercado móvel do país, levando em consideração que a Oi é a operadora que mais compartilha infraestrutura com empresas de menor porte.

Em defesa de seus associados, a TelComp afirma que muitos deles já estão enfrentando problemas para ter acesso à infraestrutura da empresas vencedoras do leilão, Claro, Vivo e TIM.

A entidade ainda fez questão de lembrar um caso semelhante, quando a Vivo e a TIM pediram, em 2019, que o Cade interviesse na venda da Nextel para a Claro.

Na época, as concorrentes utilizaram a mesma justificativa de que a venda resultaria em concentração de mercado, principalmente de espectro, dando vantagem para a Claro, que adquiriu a Nextel pelo valor US$ 948,5 milhões, R$ 3,85 bilhões convertidos. 

Com informações de Telesíntese.

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