Mapa apresenta diagnóstico da conectividade na educação pública

Ferramenta possibilita um comparativo do acesso à internet em escolas estaduais e municipais de diferentes estados do país.

Quatros crianças utilizando tabletes.
Imagem: Shutterstock.

O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) e o Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB) divulgaram na última terça-feira, 30, o Mapa Integrado de Conectividade na Educação.

O objetivo dos dados é apresentar um retrato mais completo da conectividade de parte das 140 mil escolas da rede pública de ensino do país para, a partir disso, promover uma formulação de políticas públicas a respeito do tema.

A partir do mapa, é possível verificar que 82,96% das 12.939 escolas municipais de São Paulo possuem acesso a internet.

O número chama bastante atenção quando comparado a outros estados, como o Amazonas, por exemplo, onde apenas 19,92% das 4.263 escolas municipais têm acesso a internet.

Imagem: NIC.br.

Em contrapartida, a porcentagem de conectividade das 478 escolas estaduais do Amazonas é de 82,49%, enquanto em São Paulo, 76,92% das 5.879 escolas da rede estadual possuem acesso a internet.

Além disso, a ferramenta permite analisar o desempenho da banda larga das 27 mil escolas estaduais e municipais em que existem medidores do NIC.br.

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Segundo o analista de projetos do NIC.br e um dos idealizadores do mapa, Paulo Kuester Neto, esses 27 mil medidores foram desenvolvidos para o Programa Inovação e Educação Conectada (Piec), do Ministério da Educação (MEC). 

Neto explica que esse número pode aumentar, conforme as escolas forem instalando medidores que são distribuídos gratuitamente.

Até o momento, os medidores estão presentes colégios da rede pública de 3.500 municípios das cinco regiões do Brasil.

De acordo com o diretor de projetos especiais e de desenvolvimento do NIC.br, Milton Kashiwakura, a ferrameta permite uma análise ampla, possibilitando a investigação da qualidade da banda larga de toda uma rede municipal ou estadual.

“É possível ainda verificar se a conectividade das escolas é melhor ou pior do que a do entorno delas (residências, estabelecimentos comerciais etc.), favorecendo-se, se for o caso, uma renegociação de contrato”, completa.

Como reúne a base de dados de diversos órgãos, a ferramenta possibilita que sejam comparados indicadores como velocidade de download, uso da internet para aprendizado, comparação de latência com o entorno, entre outros.

Com informações de Assessoria de Imprensa.

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