Internet nas escolas públicas é de 2Mbps, nas privadas, 50Mbps

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Pesquisa mostra desigualdade digital entre instituições de ensino.


A desigualdade digital continua sendo reproduzida no meio escolar. Nas escolas públicas, a velocidade máxima é de 2 Mbps enquanto que nas escolas particulares, a velocidade média é de 11 Mbps, com instituições que chegam a conexões de 50 Mbps. 


Os dados foram levantados pela TIC Educação, patrocinada pelo NIC.br. 


Durante a pesquisa, em 40% das escolas públicas de ensino urbanas e 61% das rurais, as conexões chegaram, no máximo, a 2 Mbps. 

Nas escolas particulares, o cenário é o oposto, onde 65% das instituições contam com conexões superiores a 3 Mbps, sendo que predominam velocidades superiores a 9 Mbps (15%), 11 Mbps (16%) e 21 Mbps (14%). E em 6% das instituições privadas, a conexão é superior a 50 Mbps. 

No entanto, possuir internet na escola não significa necessariamente que os alunos estão tendo acesso. 

Segundo informa a TIC Educação 2017 “os dados sobre o local de acesso evidenciam que menos da metade dos alunos utilizam a internet na escola.”


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Durante entrevista com os alunos, apenas 37% dos estudantes de escolas públicas que utilizam internet disseram que a escola é um local de acesso à rede. Entre os alunos das instituições privadas, esse percentual é de 50%.

Ainda segundo a TIC Educação 2017, entre as instituições de ensino que não usam internet, a falta de infraestrutura de acesso à rede na região é o motivo apontado por 48% dos diretores ou responsáveis. 

Outro motivo recorrente é o alto custo de conexão, citado por 28% dos diretores ou responsáveis.

Tanto nas escolas públicas como nas particulares, o uso da internet ainda está associado principalmente a realização de pesquisas e tarefas. 

Enquanto 42% dos professores das escolas públicas tiraram dúvidas de alunos pela rede, esse índice chega a 66% entre docentes de escolas particulares. 

A distinção também aparece entre os que receberam trabalhos pela internet, com proporções de 29% nas públicas, 53% nas particulares; e mesmo da disponibilização de conteúdo online, 48% nas públicas, 61% nas privadas.

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