Site indica se você teve dados vazados ou não

Mais de 200 milhões de brasileiros tiveram CPF e outras informações pessoais expostas; entenda o problema.

Ilustração Pixabay
Imagem: Ilustração Pixabay

Seu nome, CPF, identidade e outras informações podem estar disponíveis na internet, em um vazamento que expõe mais de 200 milhões de brasileiros.

A princípio, uma gigantesca base de dados com nome, CPF, data de nascimento e gênero foi liberada em um fórum que tem costume de disponibilizar esse tipo de informação.

O arquivo de 14 GB tem aproximadamente 223,74 milhões de usuários expostos, quantidade que ultrapassa até mesmo a população brasileira, já que também inclui falecidos.

Depois, o mesmo responsável pelo vazamento divulgou mais informações de todas as pessoas inclusas na lista. Até mesmo fotos podem ter sido vazadas, assim como residência, score de crédito e outras informações pessoais.

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Obviamente, há uma cobrança para acesso a esse tipo de informação. Os responsáveis pelo vazamento cobram de US$ 0,75 a US$ 1 por CPF, em bitcoin.

Para auxiliar os brasileiros atingidos pela prática, o desenvolvedor Allan Fernando criou um website chamado “Fui Vazado”.

Nele, é possível incluir apenas o CPF e a data de nascimento para descobrir se teve informações vazadas e quais delas foram divulgadas.

A suspeita é que todas as informações tenham sido extraídas do Serasa Experian, mas o serviço negou ter fragilidades do tipo.

[ATUALIZAÇÃO – 11/02/2020 9h46]:

O Supremo Tribunal Federal (STF) emitiu uma ordem judicial na quarta-feira (03/02) em que determina a remoção do site “Fui Vazado” da rede mundial de computadores. A ordem foi emitida pelo ministro Alexandre de Moraes. O despacho também prevê que o desenvolvedor da página, Allan Fernando Armerlin da Silva Moraes, seja convocado a se explicar.

Na decisão, Alexandre de Moraes solicitou a derrubada de outros três sites parecidos, que expõem dados pessoais de cidadãos, e defendeu que: “A comercialização de informações e dados privados e sigilosos de membros desta corte atinge diretamente a intimidade, privacidade e segurança pessoal de seus integrantes […] Há, portanto, a necessidade de fazer cessar lesão ou ameaça de lesão a direito (art. 5º, XXXV, CF), visando interromper o incentivo à quebra da normalidade institucional, concretizado por meio da divulgação e comercialização de dados privados e sigilosos de autoridades”. É importante ressaltar que não há indícios de que o “Fui Vazado”, site foco desta postagem, comercializava dados, mas sim os revelava gratuitamente para quem os consultasse.

Também ficou previsto na ordem do STF que buscadores como Google, Bing e Yahoo não exibam esses sites nos resultados de pesquisa, e nem ranqueiem material jornalístico sobre essas ferramentas.

A Polícia Federal foi a autarquia responsável por fazer cumprir a decisão judicial. Desde segunda-feira (08) o site não está mais disponível na internet.

Você pode ler a íntegra do despacho no STF aqui: http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/noticiaNoticiaStf/anexo/INQ4781PET.pdf

Com informações de Tecnoblog

About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.
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