Como fica o 5G brasileiro com a vitória de Joe Biden?

Donald Trump era a principal influência para que o Brasil promovesse um banimento da Huawei no fornecimento dos equipamentos.

Divulgação Instagram (Joe Biden)
Imagem: Divulgação Instagram (Joe Biden)

Com Donald Trump fora da presidência dos Estados Unidos a partir de 2021, como fica a pressão sofrida pelo Brasil a respeito da conectividade 5G?

O atual presidente é a principal influência para que a Huawei seja banida do fornecimento de equipamentos para prover a nova conexão móvel em terras brasileiras.


O conflito é fruto de uma guerra comercial com a China, sob acusações de espionagem, onde os norte-americanos alegam que países aliados não devem afetados nesse sentido.

Para o futuro de todo esse imbróglio, a vitória de Joe Biden não é sinônimo de bandeira branca.

A pressão que o Brasil sofre deve aliviar no curto prazo. Afinal, o futuro presidente dos Estados Unidos possui um perfil mais baseado na diplomacia e inteligência.

Entretanto, a guerra comercial entre as duas nações vai além das preferências entre democratas e republicanos, portanto, deve continuar.

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O que deve mudar é a estratégia, mas a pressão americana voltará a influenciar o Brasil em meados de 2021, quando estivermos no leilão de frequências para o 5G.

Biden já manifestou interesse em uma aliança internacional contra a China, a fim de proteger propriedade intelectual e transferência de tecnologia.

Nessa questão, Juarez Quadros, ex-presidente da Anatel, traz um contraponto interessante. Para ele, os EUA perderam o bonde da tecnologia e não possuem mais indústria de telecomunicações.

O especialista destaca que Huawei, Nokia e Ericsson são as três principais fornecedoras de equipamento para o mundo e os Estados Unidos dependem exclusivamente das últimas duas. O problema é que a chinesa fornece itens para ambas.

Há também um grande temor sobre o impacto que um banimento da Huawei teria no agronegócio do Brasil, onde a China é uma das principais compradoras. Quem manifestou essa consideração foi Eduardo Tude, presidente da Teleco.

Com informações de Estado de Minas

About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.
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