Governo Federal pede exclusão no catálogo da Netflix

Coordenação da Comissão Permanente da Infância e Juventude (COPEIJ) considera que o filme da Netflix fere as noções brasileiras de pornografia infantil.

Cena de Cuties (Lindinhas). Imagem: Divulgação Netflix
Cena de Cuties (Lindinhas). Imagem: Divulgação Netflix

A Netflix enfrenta grande polêmicas por causa do lançamento do filme Cuties, que em português se chama “Lindinhas”.

Desde que iniciou a divulgação do longa, o streaming foi acusado de incitar pedofilia ao promover um cartaz onde as crianças, protagonistas do filme, apareciam precocemente sexualizadas, com roupas curtas.


Obviamente, a empresa pediu desculpas e retirou os cartazes de circulação, mas a polêmica continuou.

O filme é acusado de apoiar a sexualização de crianças e já fez a Netflix perder assinantes, de acordo com informações da Variety.

Agora, chegou a vez da ministra Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, entrar com um pedido de suspensão da veiculação de Cuties.

Para a Coordenação da Comissão Permanente da Infância e Juventude (COPEIJ), é uma obra que fere as noções brasileiras de pornografia infantil.

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Maïmouna Doucouré, diretora do filme, defende seu trabalho e diz que é exatamente o oposto do que acusam. A ideia é fazer uma crítica a sexualização precoce de crianças e mostrar o quanto pré-adolescentes são afetados com a questão.

Em pesquisa, a cineasta entendeu que, para os jovens, sexualização nas redes sociais gera sucesso. Esse é o ponto que ela quis criticar e alertar.

Quem também saiu em defesa do longa foi o governo da França. Em nota, o Ministério da Cultura do país de origem do filme afirma que as críticas direcionadas se baseiam em imagem descontextualizadas e reducionistas.

Autoridades destacam também que a diretora foi atacada por motivos que contradizem a reflexão que a obra propõe.

Já Maurício Cunha, secretário da Secretaria Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente (SNDCA), tem outra visão.

Ele explica que a protagonista, com 11 anos, tem cenas de danças erotizadas, reproduz movimentos eróticos e outras coisas que são, na verdade, pornografia infantil.

Com informações de Rolling Stones e Pleno.News

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About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.
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Tauan Fontoura

Pra bandidagem da esquerda isso vai ser sempre “cultura”.
Bando de gente sem noção.

Cidade - UF
Vila Velha ES
matheu__s

Pois é cara. E se tu for contra tu inicia um inferno

Cidade - UF
Belo Horizonte - MG
matheu__s

O Brasil é um país conservador (em sua maioria). Portanto, vergonhas como essa, não serão aceitas. As crianças não merecem essa falta de respeito…

Cidade - UF
Belo Horizonte - MG
alcir lima

TEM QUE TIRAR MESMO SE EM ALGUNS PAÍSES É LIBERADO AQUI NÃO. AGORA CANCELAR ASSINATURA,EU NAO

Cidade - UF
Fortaleza ce