EXCLUSIVO: Guigo TV terá vídeo sob demanda e novo pacote

Em entrevista para o Minha Operadora, CEO da empresa adiantou os próximos passos e investimentos para conquistar novos clientes.

Assessoria de Imprensa Guigo TV
Renato Svirsky, CEO da Guigo TV. Imagem: Assessoria de Imprensa Guigo TV

Nos últimos dias, tivemos a oportunidade de ter uma conversa exclusiva com Renato Svirsky, CEO da Guigo TV. A empresa ainda pode ser desconhecida para alguns, mas surge com um modelo de negócio que deve se tornar uma grande tendência para o futuro: a TV por assinatura via internet.

Não é necessariamente uma IPTV. O formato é como se fosse uma “Netflix da TV paga”, por mais que o streaming seja visto como o vilão do segmento. Mas essa é uma definição que ajuda a compreender.


É uma alternativa interessante para quem se vê saturado com o atual modelo de negócio praticado pelas operadoras.

Muitos pagam valores acima de R$ 200 por pacotes com mais de 200 canais e não assistem nem mesmo 10% dessa gigantesca lista.

Especialistas e alguns players traçam o fim da TV por assinatura no cenário atual, mas há uma outra grande parcela que acredita em uma transformação em prol da sobrevivência do segmento.

Ou seja, o fim do empacotamento de canais. Uma espécie de banca onde o cliente pode escolher o canal que acompanha, contratar e pagar apenas pelo o que consome.

A Guigo TV não está exatamente nesse modelo, mas é possível enxergar a empresa com uma atuação próxima.

Trata-se de uma oferta feita por pacotes, com poucos canais. Alguns são até temáticos para atender demandas específicas. O custo é bem abaixo do valor praticado por uma prestadora convencional, está faixa dos R$ 20.

Já o acesso é simplificado, basta fazer o download do aplicativo na Smart TV ou qualquer outro dispositivo com suporte e aproveitar.

Como tudo começou…

De início, questionamos como surgiu a ideia da Guigo TV. Nessa parte, Svirsky mencionou a necessidade de uma “adaptação aos novos tempos”.

“Olhamos a situação do setor e vimos como os consumidores eram mal atendidos, em termos de restrição de conteúdo, quantidade, dispositivos, como assistir e até empacotamentos”, destacou.

Outro ponto interessante abordado pelo CEO foi o estudo dos preços praticados pelos players que atuam no segmento, uma das principais reclamações dos clientes.

Os preços são ruins tanto para quem faz o conteúdo, quanto para quem consome. Os canais ganham pouco por cada assinante, que curiosamente paga centenas de reais para ter acesso ao conteúdo da TV paga, conforme destaca o executivo.

“É uma dinâmica que não faz sentido para ninguém teoricamente. Tem muita grama para cortar. Muita eficiência para ser dada nesse mercado. Seja pela qualidade do serviço prestado, remuneração dos produtores e para melhorar a vida do consumidor baixando o preço e trazendo mais conveniência”, afirmou.

Com tamanho desejo de mudança, nasceu a Guigo TV, em um modelo que pode nortear o futuro do segmento nos próximos anos, já que uma adaptação será necessária.

Na visão de Svirsky, é uma migração para um produto melhor, tendência que já acontece no exterior. É fazer por aplicativo e ganhar a eficiência de ter um mercado 100% digital.

“A grande inovação da Guigo, a nível mundial, são os preços e o empacotamento. Os valores são imbatíveis para qualquer serviço no mundo”, disse o CEO da marca.

Os preços, inclusive, parecem de extrema importância para a estratégia da Guigo TV. Questionado sobre a relação com os canais, para entendermos se há alguma diferença em relação aos players convencionais, o executivo explica que tudo funciona da mesma maneira.

Entretanto, às vezes é necessário dizer “não”, em prol do modelo de negócio que a empresa acredita. Os preços para o consumidor final não podem ficar muito elevados.

“Existe uma dinâmica em que muitas vezes a gente não pode aceitar alguns conteúdos porque eles não se encaixam na nossa visão do que vai conseguir ser consumido pelo usuário”, explica.

Renato Svirsky, CEO da Guigo TV.
Renato Svirsky, CEO da Guigo TV.

A virada de chave promovida pela legislação

Em relação aos debates atuais, não há como negar que as mudanças sugeridas podem promover uma grande mudança na oferta atual de conteúdo sob demanda ou TV por assinatura.

Ao abordar o tema, questionamos o executivo para entender como a Guigo TV, uma distribuidora de emissoras pagas, enxergaria uma possível movimentação das programadoras para ofertarem seus próprios conteúdos via internet, sem o intermédio de uma prestadora.

Na resposta, Svirsky enfatizou que não é a falta de legislação que trava o desempacotamento, sim a falta de interesse dos players oligopolistas que dominam o mercado.

Como exemplo, utilizamos a recente disputa entre Claro e FOX. Enquanto a uma tentou vender seus próprios canais no streaming, a outra se posicionou contra a investida, por conta das diretrizes da Lei do SeAC, além de acreditar em uma concorrência desleal.

Aqui, o CEO da Guigo TV vê a Claro mais em defesa do seu negócio do que em posição contrária às novas configurações do mercado.

“Os distribuidores vão continuar existindo. (…) Eles são muito importantes para os usuários continuarem a ter diversos conteúdos em um único lugar”, esclareceu.

O executivo argumenta que as grandes empresas foram direto até o consumidor por conta da demanda. A dinâmica é atrasada e para entender, é necessário olhar atentamente para a indústria da música.

Há cerca de 20 anos, o empacotamento na música eram os álbuns físicos, hoje a configuração é outra. Por isso, é importante analisar como tudo isso evoluiu e imaginar a TV por assinatura pelo mesmo caminho.

A Guigo TV acredita que os consumidores querem tudo em único lugar, seja canal de TV ou conteúdo sob demanda via streaming. É nessa parte que os distribuidores nunca se tornarão obsoletos.

Um tema interessante a respeito dessa situação é também a imensa quantidade de produtores de conteúdo sem expertise para desenvolver aplicativos de distribuição. Companhias grandes, por exemplo, precisaram comprar empresas de tecnologia para desenvolverem seus próprios aplicativos de streaming.

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Os próximos passos da Guigo TV

Com um modelo de negócio inovador, chegou a hora de saber quais serão as próximas novidades, que certamente vão nortear o crescimento da empresa nos próximos meses.

Em relação a isso, Renato Svirsky anunciou que a Guigo TV passará a ter conteúdo de vídeo sob demanda, além dos canais pagos. Algumas bibliotecas já estão de chegada no aplicativo.

“Vamos iniciar como uma extensão dos canais. A primeira biblioteca é da Turner, do Cartoon Network Já, que entrará no pacote infantil. E temos a segunda que é do canal AMC”, adiantou.

De início, será uma novidade oferecida dentro dos empacotamentos já existentes. Assinantes do pacote infantil, por exemplo, ganham acesso ao conteúdo Cartoon Network Já.

Quem possui a AMC contratada, terá acesso ao conteúdo sob demanda do canal, com um catálogo de filmes e séries. Os dois spin offs do sucesso The Walking Dead são exemplos de conteúdo da emissora.

Portanto, o acesso ao futuro catálogo de vídeo sob demanda não terá um custo a mais para o consumidor. Vai de acordo com o pacote contratado.

São novidades que surgem com base em pedidos dos consumidores. Filmes e desenhos estão inclusos entre o que é demandado por assinantes da Guigo TV.

A propósito, os filmes ganharão espaço em um novo pacote, planejado já para setembro e com forte concentração de conteúdo cultural como séries, concertos, filmes, documentários e outros.

O Film & Arts, inclusão recente no catálogo, deve compor o novo empacotamento.

Concorrência dos gigantes

Especulações recentes garantem que players grandes do mercado, como Claro e Oi, ensaiam um novo modelo do serviço, agora via streaming.

Se as informações se provarem verdadeiras, serão concorrentes gigantes contra a Guigo TV, visto que o modelo de negócio pode ser semelhante. Mas, em relação a isso, Svirsky ainda não faz grandes projeções.

O CEO segue na aposta dos preços competitivos e modelo diferenciado para o consumidor. Antes de fazer qualquer conclusão, é necessário entender como tudo vai funcionar, na visão do executivo.

Mas, há uma certeza nisso: será bom para o consumidor, que terá mais opções.

“A gente aprende com o que eles fazem. Esperamos que seja bom para o consumidor, a Guigo entrou no mercado por acreditar que os brasileiros não estavam sendo bem atendidos”, destacou.

Sobre o futuro com esse tipo de embate, contra os grandes, não há fórmula para combater. É preciso pensar em melhorar sempre, além de ponderar sobre como prestar serviço com eficiência.

“Uma operação digital como a da Guigo TV obviamente é mais eficiente do que uma operação onde você tem que instalar um Set-up box na casa do usuário. Só o custo do instalador e cabeamento já é uma diferença na conta final”, comentou.

Atualização do aplicativo e suporte a outros dispositivos

Ao Minha Operadora, o CEO adiantou que o aplicativo ganhará uma atualização em diversos dispositivos. A nova versão foi prioridade antes do lançamento do recurso de vídeo sob demanda.

A Guigo TV está presente em Smart TVs da LG, Samsung, modelos com sistema Android TV, além do dispositivo Fire TV Stick, da Amazon, e o console de games XBox.

Quando perguntamos sobre a inclusão em outros modelos, Renato Svirsky destaca que é como uma fila, onde as negociações acontecem e mais modelos ganham suporte. No entanto, os usuários podem aguardar por boas novidades.

Uma delas é a disponibilização do aplicativo nos aparelhos de TV Box.

“É uma coisa que está muito forte no Brasil e ouvimos muitas reclamações dos nossos consumidores. É um parque de dispositivos importante para o negócio”, destacou.

Em uma explicação rápida, os dispositivos de TV Box são pequenas caixas com controle remoto. Os preços vão de R$ 150 até R$ 1500, a julgar pela marca.

Modelos famosos são o da Xiaomi e também da Apple. O usuário compra o dispositivo e conecta na TV para transformá-la em Smart e ter uma gama de conteúdos e aplicativos para reprodução online.

É nesse nicho que a Guigo TV está prestes a entrar, com um aplicativo próprio para os sistemas.

Preparada para o futuro?

Quando falamos sobre projeções, Renato Svirsky deu uma visão bem alinhada com a prática das novas empresas em geral. Trabalhar com mais foco em projetos sem estimar quantidade de canais ou clientes.

É como se o crescimento e sucesso viessem como fruto do esforço de equipe. A evolução da empresa e entrada de novos canais foram mencionadas como um procedimento padrão, uma busca incorporada ao DNA corporativo.

Mas, o CEO citou duas questões em que a Guigo TV precisa reforçar para os próximos meses: marketing e percepção de marca.

A divulgação, inclusive, entrou em pauta quando perguntamos sobre qual é a maior demanda para a empresa. Nesse caso, ele explica que depende de como eles divulgam, já que possuem pacotes para atender nichos.

Mas, o campeão de vendas é o empacotamento focado em esportes.

Por sinal, antes da pandemia do novo coronavírus, os eventos esportivos também eram os campões de venda e audiência na TV paga convencional.

Abaixo, confira os melhores momentos da conversa com Renato Svirsky, CEO da Guigo TV:

About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.
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