Comandante de Defesa Cibernética é contra banir Huawei

‘Qualquer empresa, de qualquer país, tem condições de executar ações adversas’ diz general brasileiro.

Imagem: Echo Grid/Unsplash

Durante entrevista sobre a chegada do 5G no Brasil, o comandante de Defesa Cibernética, o general Guido Amin Naves, afirmou que é contra o banimento de empresas que forneçam infraestrutura de rede para o país.

Guido acredita que qualquer empresa, independente do país, poderia ser um risco de segurança, no entanto, cabe ao Brasil tomar as medidas necessárias para proteger as suas redes de telecomunicações.


Ele defende que as ações de resiliência já devem ser tratadas no edital do 5G, como restringir a participação de empresas controladas e impor sanções contratuais ou legais severas no caso da identificação de ações adversas intencionais.

Outras medidas propostas por Guido é que nenhuma empresa tenha domínio sobre todo o backbone do 5G e que o sistema seja estruturado de uma forma que exista uma divisão de frequência e de áreas, permitindo que se alguma tiver problema outra possa cobrir.

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Uma sugestão que já foi apresentada ao governo é a criação de uma empresa estatal ou agência que atuaria como integradora de rede. Além de ter o controle sobre os serviços de telecomunicações, ela também poderia auditar e fiscalizar.

“O que importa é que as empresas que vierem a participar tenham imposições de segurança e confiança”, defendeu o general.

Com informações de Convergência Digital.

About Hemerson Brandão
Jornalista, gestor e produtor de conteúdo. São 8 anos trabalhando com blogs, revistas, agências e clientes corporativos. Apaixonado por ciência, tecnologia e exploração espacial.

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