YouTube anuncia severa mudança para os canais infantis

Novo sistema da plataforma deve extinguir diversos produtores de conteúdo para o público infantil.

Ilustração criança
Imagem: Pixabay

Na última quarta-feira, 04, foi anunciada uma multa histórica para o YouTube. O site do Google foi condenado pelo FTC (Comissão Federal de Comércio) por violar a lei da privacidade infantil. O valor será de US$ 170 milhões de dólares e provocará severas mudanças na popular plataforma de vídeos.

Há quem diga que o YouTube é a TV do futuro, afinal, qual outra mídia oferece tanto conteúdo audiovisual gratuito? Só mesmo as emissoras abertas de televisão. Entretanto, todas precisam dos produtores e as próximas mudanças podem afastá-los.


Na internet, nada é de graça. Se o serviço for gratuito, significa que o produto é você. Redes sociais como o popular site de vídeos, assim como as tão utilizadas Facebook e Instagram vendem os dados de seus usuários para a publicidade.

O problema é que não se sabe o que é feito com essas informações e qual será o destino delas. O lucro prevalece e isso tem gerado uma série de processos para gigantes como o Google.

A vítima da vez foi o YouTube, que coletava tudo o que era reproduzido e informado por crianças para vender os dados para a publicidade, sem o consentimento dos pais. Isso feriu a legislação dos Estados Unidos.

Como consequência, uma severa mudança foi anunciada para produtores de conteúdo no mundo todo: os vídeos de conteúdo infantil não serão mais monetizados pela plataforma.

Para os que não conhecem o sistema do Google com o YouTube, a relação com os canais de produção consiste em uma troca mútua. Todos recebem dinheiro conforme a quantidade de pessoas que assistem aos vídeos.

Os banners e pequenos vídeos publicitários que nos interrompem na plataforma são parte do cálculo de lucro para os produtores de conteúdo no site.

Portanto, depois da multa, qualquer canal que produza para público infantil não irá mais lucrar com o YouTube. Os que quiserem continuar, terão que fazer por “hobby” ou explorar o site como uma vitrine para licenciamentos e aceitar os novos termos de lucro do site.

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Outra mudança radical é que os comentários de vídeos infantis serão desativados, assim como as notificações.

Nas redes sociais, o influenciador e youtuber Felipe Neto se manifestou sobre o assunto e falou sobre o canal do Luccas Neto, seu irmão, que ganhou uma gigante popularidade com o conteúdo infantil que produz para o site.

Ele, inclusive, despertou polêmicas e boicote de pais e mães por conta do consumo excessivo de doces, brinquedos e brincadeiras que não foram vistas com bons olhos.

A única publicidade que será permitida para os vídeos infantis serão as de contexto. Ou seja, aquelas que são mostradas de acordo com a temática do vídeo em questão, não com os dados de comportamento coletados.

Nos anos 90, os comerciais infantis também despertaram polêmicas na TV. Os efeitos danosos gerados às crianças movimentaram debates, leis, proibições e uma série de regras em prol da educação que os pais promovem para os filhos.

Com a internet, não poderia ser diferente. A decisão foi comemorada por muitos nas redes sociais.

“Começando nos próximos quatro meses, nós passaremos a tratar dados de qualquer pessoa vendo conteúdo voltado para crianças no YouTube como se fossem dados de uma criança, independente da idade do usuário”, afirma Susan Wojcicki, presidente global do YouTube, em comunicado oficial.

Ainda não se sabe como a mudança pode afetar a receita da plataforma, que já investe em outras frentes para obter lucro.

Com informações do G1

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About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.
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Rodrigo Teixeira Dias

Os YouTubers famosos tinham que começar a criar as suas próprias plataformas de vídeo e montar uma infraestrutura o mais Off-Google possível. Hoje em dia não existe mais naturalidade e espontaniedade no YouTube, parece que tem que seguir um padrão engessado, igual a TV Aberta, ficou tudo artifical. Ou tu é espontâneo, fala o que realmente pensa ou faz dinheiro com os vídeos. Os dois ao mesmo tempo não pode. Isso está tolhendo a liberdade de criação. O próprio Felipe Neto, se começasse hoje o Não Faz Sentido, teria parado pois o YouTube tira o dinheiro dos vídeos que tem… Leia mais »

Cidade - UF
Gravataí - RS
Ffabio

YouTube vai prejudicar as criança s de todo mundo que pena …..as crianças iram atrás de conteúdos impróprios..

Cidade - UF
Tupã