Um milhão de pessoas pode deter ações de telefonia sem saber

Se você ou um parente comprou um telefone antes das privatizações dos anos 90, é bem provável que tenha ações nas empresas listadas na Bolsa de Valores.

Imagem: Pixabay

Você, seus pais ou avós compraram telefone fixo antes das grandes privatizações no final dos anos 90? Se a resposta for sim, é um bom sinal. A probabilidade de ter ações em empresas de telefonia na bolsa de valores é grande.

Na época, com o plano de expansão, a Telebras vendia os papéis para se financiar. Só assim cedia aos compradores dessas ações uma linha telefônica. Dessa forma, muitos compraram os papéis das estatais sem saberem o que estavam adquirindo.

Com a privatização, em 1998, companhias telefônicas compraram os ativos da Telebras e os detentores dos papéis ficaram com as ações.

Isso significa que os donos são acionistas não intencionais e podem deter uma pequena participação em empresas como Oi, Telefônica, TIM, LIQ e Embratel.

Cerca de um milhão de pessoas possuem ações, mas não sabem a respeito. Alguns sequer entendem que os avós ou pais compraram telefones na época e continuam acionistas.

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Para descobrir, é simples. Basta se encaminhar até uma agência bancária de instituições como Itaú, Bradesco ou Banco do Brasil com RG e CPF em mãos.

Os interessados podem também encaminhar uma carta para os bancos com o pedido de verificação.

Segundo especialistas, até mesmo quem vendeu o telefone há anos pode procurar. Pois não haviam informações transparentes sobre as ações e os consumidores vendiam apenas a linha e continuavam com os papéis da empresa.

Caso o antigo cliente identifique as ações, poderá sim fazer um dinheiro extra e vende-las. Basta abrir conta em uma operadora que opere na B3 ou tentar vender nos próprios bancos.

A possibilidade será vender parte dos papéis, ou a totalidades deles. Os valores vão variar de acordo com os preços do mercado no dia. O próprio banco poderá comprar, caso tenha interesse nos papéis.

Especialistas acreditam ser uma boa oportunidade, já se trata de uma época em que o país se recupera da crise.

De acordo com a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o valor pago depende também da quantia que o cliente depositou na compra dos papéis na época. Assim, a oferta final depende da posição acionária.

Em caso de dúvidas, a CVM disponibilizou um canal. Basta acessar o site e buscar pelo Atendimento ao Cidadão.

Com informações do UOL

About Anderson Guimarães
Jornalista com cinco anos de experiência em produção de conteúdo digital. Passagens por eventos nacionais, mídias sociais e agências de publicidade. Apaixonado por tecnologia e cultura pop.
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