segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Apple e Google criam ferramentas para combater vício no celular

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Gigantes da tecnologia tentam conscientizar usuários para reduzir o tempo em que passam conectados.

O brasileiro passa, em média, cinco horas grudado na tela do celular por dia! Estar sempre conectado é um vício para muitas pessoas e já é considerado até questão de saúde em diversas partes do mundo. 

O domínio da tecnologia na vida das pessoas ficou tão alarmante que até gigantes que faturam bilhões com esse vício estão fazendo campanhas para que as pessoas diminuam o tempo em que passam conectadas. 

Um exemplo são as ferramentas anunciadas pela Apple e pelo Google que ajudam os usuários a combater o vício em smartphones. 

As ferramentas das duas empresas são bem similares nas propostas: elas visam mostrar ao usuário quanto tempo ele passa em cada um de seus aplicativos e no celular.

No caso do Google, essa medição é exibida em um painel de controle, que mostra um gráfico em círculo no meio e uma lista dos apps mais acessados. 

Um toque em um deles deixa você definir um limite de uso por dia, variando de 15 minutos a um intervalo personalizado e permitindo até mesmo pausar o aplicativo. 

Essa limitação auto imposta ainda é ajudada por um aprimoramento no recurso 'Não Perturbe', que agora pode acinzentar toda a tela e se ativar automaticamente na hora de dormir.

Já na ferramenta da Apple, o tempo gasto com cada app é mostrado em relatórios semanais, dentro de um aplicativo chamado Time Spent — mais ou menos da mesma forma que o painel de controle do Android. 

É possível definir os mesmos limites de uso, de forma que o sistema avisa quando o período definido estiver para acabar. 

O 'Do Not Disturb', por sua vez, não apenas desativa o som das notificações, como também as remove da tela inicial no fim do dia, antes do usuário ir para a cama. 

Assim, nada de acordar de madrugada para ver quem marcou você no Instagram.

O iOS 12 ainda dá mais controles sobre as notificações de forma geral, sugerindo ao usuário quais desligar de acordo com os apps que a pessoa mais ou menos usa. 

Os controles parentais também entram no conjunto de ferramentas, já que, por eles, os pais podem evitar que seus filhos passem mais tempo do que deveriam olhando para uma tela brilhante.

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Até as redes sociais entraram na campanha de conscientização. O Facebook mudou o feed de notícias com o objetivo de reduzir o tempo em que as pessoas ficam na rede social. 

Já o Instagram lançou um recurso que avisa quando o usuário já está por dentro de todas as novidades, dando um sinal de que ele já está a tempo demais navegando pelo app. 

Faça um detox digital


O que pouca gente sabe é que parte desse vício no celular é causado por um super poder da engenharia. Aplicativos e plataformas são desenhados para viciar as pessoas. 

Tudo o que contém no seu celular é pensado estrategicamente. É quase impossível dar uma olhada rapidinho em seu smartphone. 

Aposto que você já foi olhar apenas as horas e quando viu já tinha aberto todos os aplicativos do aparelho. 

Assim, as novas ferramentas do Google e da Apple vêm conscientizar as pessoas e deixar esse alerta de que talvez esteja na hora de fazer um detox digital.

O ex-executivo do Google, Tristan Harris, iniciou um movimento chamado Time Well Spent (ou tempo bem aproveitado, em tradução livre), em parceria com outros ex-executivos e ativistas. 

Harris considerou algumas marcas as principais responsáveis pelo vício em ficar conectado, incluindo Google (englobando Android e YouTube), Facebook (contando a si mesmo e o Instagram) e Apple (com os iPhones). 

Ele também propôs três passos para desintoxicar as pessoas. O primeiro passo é a pessoa reconhecer o próprio vício e o segundo é redesenhar as aplicações e sistemas, mudando a forma de exibir notificações, por exemplo. 

As novas ferramentas, portanto, parecem ser a forma com que a Apple e o Google encontraram para responder pelo menos a parte das críticas e mostrar que apoiam um movimento popular no Vale do Silício. 

Mas ainda resta um longo caminho até o ideal de design “humanizado” que o movimento de Harris propõe. 

Isso porque, além das mudanças no design, o ex-executivo sugere uma transformação mais intrínseca, inclusive nos modelos de negócios, fugindo da publicidade hiper-direcionada e sedenta por dados e ações de usuários. 




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