segunda-feira, 23 de julho de 2018

Fantástico explica como criminosos roubam números de políticos

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Quadrilha resgatava números dos políticos e se passava por eles para conseguir dinheiro com amigos e de prefeituras; não se trata de clonagem de chip.

Os golpes aplicados por WhatsAppem políticos continuam tendo sucesso e extorquindo não apenas amigos e familiares das vítimas, mas dinheiro público das Prefeituras.

Investigações da Polícia Federal e da Polícia Civil comprovaram que os golpes não se tratam de clonagem do chip e nem de invasão do app de mensagem. 

É uma fraude que apaga um chip e ativa outro com o mesmo número, realizado com ajuda de funcionários das operadoras.

No mês passado, criminosos conseguiram tirar R$ 245 mil da Prefeitura de Anita Garibaldi, em Santa Catarina. 

O dinheiro pertencia ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Quem liberou o dinheiro foi o tesoureiro do município. Ele achava que trocava mensagens com o prefeito, mas do outro lado do app estava um bandido.

Em Mogeiro, na Paraíba, uma quadrilha tirou R$ 50 mil da Prefeitura. Os recursos seriam usados para pagamento de salários dos funcionários e compra de medicamentos.

Conforme investigações da Polícia Federal e da Polícia Civil, os bandidos compram de um funcionário de uma operadora dados de acesso ao sistema desse mesmo funcionário.

Conforme a polícia, os funcionários das operadoras de telefonia estão vendendo as senhas por um preço em torno de R$ 1000 e R$ 1.500.

Os criminosos usam o acesso para ver o cadastro do número da vítima. Eles desabilitam o número do chip da vítima e habilitam o mesmo número em um chip da quadrilha.

Como o número está vinculado ao WhatsApp, o bandido consegue ter acesso a todas as conversas da vítima. Os amigos e familiares veem o invasor como se fosse a pessoa que ela conhece.

Quando o chip original é desabilitado, o verdadeiro dono não consegue mais usar o número. Foi o que aconteceu no ano passado com a então vice-governadora do Paraná, atualmente governadora, Cida Borghetti.

Em entrevista ao Fantástico, a governadora contou que viu seu telefone ficar fora de serviço quando estava no aeroporto em Brasília.

"Como é natural quando fica sem serviço, eu desliguei meu telefone, tirei o chip, liguei novamente e continuou sem serviço", detalhou Cida.

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Enquanto isso, os bandidos já mandavam mensagens para os contatos dela. "Foram várias mensagens iguais para vários números da minha agenda pessoal.”

O Fantástico mostrou as mensagens que os criminosos enviaram para os contatos da governadora. A mensagem dizia que ela estava no exterior e precisava que fosse realizada uma transferência com urgência.

“Meu limite diário de transferência é de 10.000. Como fiz transferência nesse valor pela manhã, ele tá excedido. Preciso transferir agora 2.000. Você não consegue fazer pra mim? Mais tarde, assim que o limite retornar, te transfiro de volta", dizia a mensagem.

A quadrilha mandou essa mensagem para mais de 50 contatos da governadora. Quatro deles fizeram o depósito. Eles ficaram preocupados porque não conseguiam falar com ela.

Ainda não se sabe quantas quadrilhas estão agindo no Brasil. Um levantamento do Fantástico mostra que 113 políticos em 19 estados já tiveram seus chips desabilitados e usados por bandidos.

A Polícia do Maranhão prendeu sete pessoas suspeitas de participarem no golpe aplicado contra Cida.

O suposto chefe da quadrilha, Leonel Pires, seria proprietário de uma Lan House que também vendia chips.

Conforme a polícia, a Lan House recebeu em um mês, de uma operadora, 120 chips. Desses, 79 foram utilizados para golpes.

O suspeito, no entanto, nega as acusações.

A polícia ainda explica que as contas usadas para os depósitos são de laranjas.

Em nota, o Sinditelebrail informou que “as prestadoras de serviço de telefonia móvel colocam-se, como sempre, à disposição das autoridades policiais para que investigações sobre fraudes sejam céleres e permitam identificar o quanto antes criminosos que lesem as pessoas.”

“Vale ressaltar que precisamos ser cuidadosos ao baixarmos e usarmos aplicativos em nossos celulares. As empresas de telecomunicações não têm controle nem responsabilidade legal sobre os conteúdos e transações feitos nesses aplicativos. As empresas de telecomunicações estão sempre à disposição de seus clientes”, finaliza, em nota.


As investigações ainda não identificaram todos os participantes do esquema.


3 comentários:

  1. Lamentável! A corrupção no Brasil não tem limites! Vai todo mundo ter de ativar a verificação em duas etapas do WhatsApp para tentar evitar este golpe.

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  2. Esse políticos, são tudo um bando de burros. Existe a opção de colocar senha no WhatsApp quando alguém tentar acessar o seu WhatsApp e eles burros como são, não colocam!!! Bando de incompetentes!

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  3. Se adjunta operadoras não tercerizassem tanto os seus serviços e pagassem bem aos seus funcionários diminuiram as fraudes. Apesar de achar que uma falta de caráter quem participa desses esquemas.

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