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Operadoras podem ter que mudar forma de cadastrar clientes pré-pago

Conforme observou a Anatel, documentos de usuários pré no Brasil não têm sido checados adequadamente.

Assim como os planos de ação envolvendo medidas de qualidade para melhorar a oferta de SVA (Serviços de Valor Adicionado) no pré-pago, as operadoras de telefonia talvez tenham que se unir para estabelecer um novo processo de cadastro também para os clientes pré-pago.

Conforme publicou o Mobile Time, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) percebeu, durante uma fiscalização, que as empresas não cumprem as regras como deveriam ao conferir a documentação do consumidor que apenas quer comprar um chip pré. 







Informações como nome completo, endereço, além da checagem do documento de identidade ou o CPF deveriam ser obrigatórias para a abertura de qualquer linha, mas, segundo o gerente de controle de qualidade da agência, Gustavo Santana Borges, pelo menos 1% da base apresenta erros graves de cadastro.
Ele afirma que o processo de cadastramento é falho porque falta justamente uma conferência por parte das operadoras, que já foram avisadas sobre a situação.
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Ainda segundo o portal, a Anatel também teria instaurado processos administrativos que podem acabar em multas para as operadoras. Essas multas, no entanto, podem ser reduzidas depois da entrega de um plano de ação que possa resolver o problema, e que já vem sendo trabalhado por cada operadora, em conjunto com o SindiTelebrasil.
De acordo com Borges, exigir a presença física do consumidor em uma loja, por exemplo, poderia proteger o cadastro como a Anatel quer, mas engessaria a massificação do acesso aos planos mais simples das operadoras. Por outro lado, soluções mais modernas, como os aplicativos de bancos fazem ao pedir fotos de documentação on-line via cadastro, podem ser uma saída.
Apesar da base vir caindo com o tempo, já que clientes deixaram de ter chips de várias operadoras ao mesmo tempo, além de estarem migrando para planos controle, hoje há pelo menos 144 milhões de linhas pré-pagas no Brasil, o que faz com que qualquer mudança também precise ser bem comunicada aos usuários.

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