Planos Controle impulsionam o crescimento do pós-pago no Brasil

Operadoras admitem que os planos controle já são maioria no pós-pago, sendo os grandes catalisadores do aumento da base de clientes.

Os planos do tipo controle puxaram o crescimento do pós-pago no Brasil. Em cidades como Campinas (SP), o número de usuários pós-pagos já ultrapassou o de usuários pré-pagos. Entre as capitais do país, Vitória deve mudar de perfil em breve, pois já são 1,59 milhão de pós-pagos contra 1,6 milhão de pré-pagos na cidade.


Em São Paulo também já existe um equilíbrio, sendo 17,9 milhões de chips pré-pagos contra 16,4 milhões pós-pagos. Atualmente no país, há em média, dois pré-pagos para cada pós, sendo 160 milhões de usuários ativos com pré-pago e 81,9 milhões com pós-pago.

Executivos das principais operadoras do país indicam que os planos controle foram os principais impulsores dessa mudança na base de clientes. O vice-presidente de B2C (transações comerciais entre empresas) da Vivo, Marcio Fabbris, afirma que existe uma migração do pré para o controle e que os clientes estão gostando do produto, por não necessitar fazer recarga, ter um valor fixo na conta e por aproveitar a comodidade do pós no estilo de consumo do pré-pago.

Para a TIM, crescer no pós-pago é uma questão fundamental. A operadora tomou uma nova posição no segmento com o lançamento dos planos “TIM Black”. Para o diretor de marketing da TIM, Daniel Cardoso, o pós-pago ocupa uma parte cada vez maior do mercado e que a operadora aposta na qualidade das ofertas de dados e de cobertura 4G.

O CEO da Algar Telecom, Jean Borges, também admite que o crescimento do pós-pago no país se deve a grande adesão dos planos do tipo controle. O executivo ainda ressalta que as receitas crescem no pós-pago, já que tem um tíquete médio mais alto e recorrente, e também por evitar gastos desnecessários do pré-pago, como taxas junto à Anatel.

O diretor de produtos móveis e conteúdo da Oi, Roberto Guenzburger, aponta que o valor do pré se aproximou ao dos planos controle, e a partir daí ficou mais fácil para os usuários migrarem para o pós-pago. O executivo também afirmou que, no cenário de recessão devido a crise econômica, manter um cliente com recorrência na base é muito importante para as operadoras no país.

Desde 2015, o pré-pago já perdeu quase 25% da base, com 51 milhões de chips desligados, enquanto o pós-pago cresceu 15%, com mais de 10 milhões de chips ativados.

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