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Dona da GVT no Brasil pode ser a SKY

O presidente da Sky no Brasil, Luiz Eduardo (Bap) Baptista, reiterou o que já havia sido confirmado por Michael White, CEO da DirecTV nos EUA e controladora da Sky no Brasil: a empresa tem interesse em participar do processo de compra da GVT. Bap não dá mais detalhes sobre a operação, até porque a condução do processo está sendo feita pelos EUA. Diz apenas que agora chegou o momento de avaliar se a visão que a Vivendi tem do modelo de negócios da GVT é o mesmo que os candidatos à compra teriam. “Temos algum grau preliminar de informação sobre a GVT, mas ainda precisamos fazer melhor juízo sobre o business plan da empresa”, diz Bap, sem confirmar a efetivação de um lance pela GVT, como se comenta no mercado.

Analistas ouvidos, contudo, acham pouco provável que se consiga justificar os 7 bilhões de euros pedidos pela Vivendi pela operadora brasileira, sobretudo pelo montante de investimentos necessários para fazer o plano de negócio da GVT virar. A empresa já teria sinalizado a necessidade de investir cerca de US$ 7,5 bilhões nos próximos cinco anos. E o maior mercado, e principal desafio, é a cidade de São Paulo, onde a GVT sequer entrou para saber se isso afetaria alguns de seus indicadores de performance. Segundo analistas, nas próximas semanas haverá uma série de reuniões entre a Vivendi, GVT e os candidatos à compra para avaliar melhor os dados da empresa.

Independente da estratégia da DirecTV envolvendo a GVT, a Sky está determinada a se tornar um player importante no mercado de banda larga. Segundo a avaliação do presidente da Sky, a experiência de operar uma rede 4G em Brasília foi importantíssima. “Aprendemos uma série de coisas que não devemos fazer, mas a tecnologia se mostrou extremamente confiável e estamos confiantes de que em 2013 será possível expandir para mais algumas dezenas de cidades”, diz o executivo, sem especificar suas áreas estratégicas. Ele diz apenas que a Sky não deve, no ano que vem, cobrir todas as cidades onde tem MMDS e onde foi vencedora no leilão de 4G. A empresa tem hoje o direito de operar 4G com tecnologia TDD (TD-LTE, por exemplo, como está fazendo em Brasília) em cerca de 400 cidades.

A Sky também tem o direito de preferência sobre a compra das frequências de MMDS da Vivo nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre. Segundo Bap, não há nenhuma conversa iniciada nesse sentido ainda. A operadora também tem o mesmo direito de compra das faixas da Claro/Net em Recife, Curitiba e Porto Alegre. O edital de 4G estabelecia que as operadoras de MMDS que tivessem interesse nas faixas de 2,5 GHz para tecnologias FDD, como Claro e Vivo, teriam que devolver as faixas TDD para ficarem dentro do teto de 60 MHz.


Redação Minha Operadorahttps://plus.google.com/112581444411250449571
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