Muitos orelhões estão sem funcionar numa das maiores cidades nordestinas

Quem costuma usar os orelhões instalados na Região Metropolitana do Recife tem reclamado do serviço. A principal queixa é que a maioria dos aparelhos não funciona. E o vandalismo também aparece como mais um problema para a conservação dos telefones públicos.

Cada vez mais, os telefones públicos vão se tornando peças em desuso. E não é porque eles estejam desaparecendo. Por lei, toda localidade com mais de cem habitantes deve contar com pelo menos um telefone público. Nas ruas, a distância de um aparelho para outro não pode passar de 300 metros.

Em todo o Brasil (exceto SP), a empresa concessionária responsável pelos orelhões é a Oi. No Recife, os telefones desse tipo chegam a 8 mil. A queixa da população, muitas vezes, é que eles nem sempre funcionam. A professora Lêda Constantino tentou ligar em mais de um na Avenida Dantas Barreto, no Centro do Recife, e não conseguiu. “Não teve som, não teve nada”, disse.

Mas a maioria das pessoas não telefona mais dos orelhões. Tem gente que nem lembra a última vez que usou. “Acho que quando ele era de ficha, faz muitos anos mesmo”, falou a esteticista Edna Maria do Nascimento.

Olinda também está bem servida de orelhões. A dificuldade é encontrar pessoas ligando. Mesmo assim, o ambulante Pedro José diz que o aparelho perto da banca de verduras que ele tem no bairro de Ouro Preto é muito usado. “De vez em quando, está quebrado e é uma dificuldade para consertar, mas quando está bom, o povo sempre usa”, comentou.

Outro problema que afeta os orelhões é a depredação. A empresa concessionária em Pernambuco informou que, de janeiro a julho deste ano, 9% dos mais de 40 mil orelhões instalados no estado foram danificados por atos de vandalismo. São perto de 3,6 mil aparelhos que deixam de ser usados pela população.

A Anatel oferece na internet o mapa com a localização de todos os orelhões em funcionamento no Brasil. A empresa concessionária é obrigada a trocar ou recuperar os aparelhos com defeito. O gerente da Anatel em Pernambuco, Sérgio Cavendish, afirmou que a agência monitora de perto a situação dos telefones públicos.

“A partir de dados juntos às operadoras, nós analisamos dados de manutenção, disponibilidade. Em paralelo a isso, nós fazemos fiscalização em campo. Os fiscais saem olhando funcionamento, conservação e a disponibilidade onde deveria haver orelhão”, explicou.

A Oi também informou que possui o 10331 para que as pessoas possam solicitar o reparo de algum telefone público.

A TV Globo do Recife fez uma matéria falando sobre isso na reportagem que você confere clicando no link abaixo:

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