Claro aposta em maior visibilidade e grande base de usuários para atrair conteúdos

Para ampliar sua oferta de serviços de valor adicionado, a Claro deu início a negociações com desenvolvedores de aplicativos para adquirir direitos de comercialização de apps e serviços. Mas diferentemente das lojas de aplicativos como Google Play e Apple App Store, a Claro oferece aos parceiros a oportunidade de vender seus produtos à base de clientes da operadora com um retorno de 40% sobre o valor total da venda.

O gerente de serviços de valor adicionado da Claro, Rafael Lunes, explica que embora a taxa seja mais baixa do que a praticada pelas lojas de aplicativos das fabricantes de sistemas operacionais (que oferecem revenue share de 70% aos desenvolvedores, índice impraticável para as operadoras por conta dos impostos de telecomunicações, que consomem 30% da receita dos serviços), o modelo pode ser atraente aos olhos dos desenvolvedores porque dá a oportunidade de atingir a base de dezenas de milhões de clientes da tele com mais destaque. “Se o conteúdo for bom, vou divulgá-lo. Por outro lado, as lojas de aplicativos têm mais opções e você nem sempre consegue se mostrar. Lá tem muito conteúdo de qualidade que não aparece”.

Lunes reiterou que a Claro não vê como ameaça aos seus serviços de SMS e voz o avanço das aplicações de mensagem e telefonia over-the-top, ou seja, que funcionam em cima da rede de dados. Para a Claro, esse movimento já foi mais ameaçador, mas a realidade é que os serviços de SMS e voz nunca estiveram em um momento melhor, diz Lunes.

Outra estratégia da empresa consiste em deixar de ser apenas provedora de conexão e atuar também provendo conteúdo, aproveitando-se, por exemplo, dos acervos em vídeo de empresas do grupo, como a DLA, adquirida pela América Móvel no final do ano passado.

E, para que o serviço seja interessante para o consumidor, a empresa adotou a estratégia de cobrar um valor fixo mensal ou por acesso pelo conteúdo, abrindo mão da tarifação do tráfego de dados quando a Internet móvel for usada para consumir os serviços OTT oferecidos pela operadora. “Poderíamos cobrar os dois, mas para o cliente não valeria a pena e ele iria assistir em outro canal. Afinal, o consumo de dados é como um taxímetro ligado que ele só sabe quanto pagará no final”, afirma.

O executivo afirmou ainda que esta é uma maneira das operadoras competirem com empresas como Netflix e outras de vídeo online. Hoje a Claro oferece serviços de vídeo, músicas, jogos e aplicações virtuais. Segundo Lunes, um exemplo de que esta formula pode dar certo é o Ideias TV, serviço de vídeo via streaming da Claro. “Nos últimos seis meses conseguimos mais de 500 mil acessos”, diz.

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