O ministro da Economia, Paulo Guedes, fala na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, sobre os impactos econômicos e financeiros da Nova Previdência.

Paulo Guedes defende cobrar imposto da Netflix

Hemerson Brandão
2 min de leitura

Nova tributação pode fazer parte da proposta da reforma tributária.

Imagem: © Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Nesta quarta-feira, 5, Paulo Guedes, ministro da Economia afirmou que o governo está estudando dentro do projeto da reforma tributária o lançamento de um novo imposto para tributar serviços digitais, como o oferecido pela Netflix.

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Segundo o ministro, parlamentares deverão avaliar a incidência desse imposto. Ele afirmou que a equipe econômica quer uma base ampla, mas não deu mais detalhes sobre a proposta.

“Não é o nosso assunto aqui na hora”, afirmou Paulo Guedes, mas disse que sua equipe está estudando maneiras de como tributar corretamente esses novos serviços, algo que não está ocorrendo no momento.

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“O imposto digital é uma coisa para nós conversarmos à frente, mas é claro que a economia é cada vez mais digital. Isso está sendo estudado na OCDE, nos países mais avançados. Netflix, Google, todo mundo vem aqui, o brasileiro usa os serviços, são muito bem recebidos, são belíssimas inovações tecnológicas”, disse.

Ele também deixou claro que não se trata de uma nova Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira, a famosa e polêmica CPMF.

Diferentemente das operadoras de TV por assinatura, que precisam pagar tributos como Fust, Funttel, ICMS e Condecine, além de cumprir uma série de obrigações e metas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), os serviços de streaming pagam apenas o Imposto Sobre Serviços (ISS).

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Há alguns anos, é discutida a questão da regulação das plataformas de streaming, com o objetivo de corrigir assimetrias regulatórias, coibir práticas abusivas e proteger a livre concorrência, mas sem desacelerar a inovação tecnológica.

Com informações de Reuters.

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