Mesmo com avanços significativos nos últimos anos, as redes móveis no Brasil seguem apresentando grandes disparidades.
Ocorre que em algumas áreas o 5G já funciona perfeitamente, enquanto em outras o 4G é o topo da pirâmide do momento, plenamente estabelecido na grande maioria dos municípios brasileiros. Porém, existem cidades onde só é possível ter “internet do chip” via 2G ou 3G, duas tecnologias já bastante defasadas.
Diante desse cenário, uma pergunta não quer calar: quando 2G e 3G serão desligados e qual será o impacto disso no dia a dia das pessoas? Vamos refletir a seguir.
Quando o 2G e o 3G serão desligados?
Em um mundo ideal, eles já deveriam estar desligados. Não porque não são importantes, mas por que já estão ultrapassados.
Na verdade, as teles já estão autorizadas a desligar as frequências de 2G e 3G. O problema é que para que isso ocorra, o 4G e/ou o 5G devem estar funcionando plenamente. De todo modo, analistas estimam que até 2028 ambas frequências já estejam desativadas.
Como mencionamos antes, em muitas localidades, sobretudo as mais remotas, os espectros mais antigos são uma tábua de salvação. E não estamos falando apenas de entretenimento, mas sobretudo de serviços essenciais que dependem dessas conexões para seguir funcionando.
Ainda existem diversos lugares onde equipamentos como maquininhas de cartão e até rastreadores veiculares precisam dessas frequências ativas. Por tudo isso, antes de apertar o botão de “desliga” do 2G e do 3G, as operadoras devem garantir a cobertura com as frequências mais atuais.
Inclusive, em abril do ano passado a Anatel já determinou que apenas smartphones que suportam no mínimo a frequência 4G podem ser homologados. Esse foi o passo mais concreto em direção à “morte” das redes antigas.
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O cenário em que o 4G reina e o 5G cresce
Nos resta reforçar que não adianta pensar em fim do 2G e do 3G antes de uma universalização do 4G e avanço mais firme do 5G.
É bem verdade que as frequências antigas já não entregando o que o padrão de consumo moderno exige, mas não é plausível colocar em cheque a conexão móvel em si em nome de uma cobertura que ainda não chegou.
De qualquer forma, chegará um momento em que as novas frequências, mais modernas e robustas, inevitavelmente estarão em todos os lugares e cobrarão o espaço no espectro que hoje é ocupado pela segunda e terceira geração da telefonia móvel.












