Reprodução/ChatGPT

4G está em todas as cidades do Brasil, mas só em 50% das rodovias, diz Anatel

As informações estão na edição 2026 do Plano Estrutural de Redes de Telecomunicações (PERT).

Goodanderson Gomes
3 min de leitura

Em mais uma edição do Plano Estrutural de Redes de Telecomunicações (PERT), a Anatel aponta dados importantes sobre o nível e a qualidade da cobertura móvel no Brasil.

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O PERT serve como parâmetro e bússola para formulação de políticas públicas no âmbito das telecomunicações. O relatório sempre traz panoramas importantes.

Para 2026, os dados apontam que todas as cidades do país têm cobertura 4G, mas a cobertura do espectro em rodovias cobre pouco mais de 50% do total da malha.

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A diferença entre as coberturas de 4G e 5G no Brasil

Apesar do avanço contínuo das redes no país, os dados do PERT 2026 deixam clara a grande distância que ainda separa a presença do 4G e do 5G no cotidiano dos brasileiros.

Hoje, o 4G atinge 99,62% da população urbana e já se consolidou como a tecnologia móvel padrão do mercado, presente em 100% dos 5.570 municípios do país, como mencionamos acima.

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Em contrapartida, o 5G segue em um ritmo mais cadenciado. A quinta geração já opera em 2.677 municípios, o que significa que o sinal chegou a pouco menos da metade das cidades brasileiras.

E esse gargalo fica ainda mais evidente fora dos grandes centros: quando olhamos para as estradas, a cobertura 4G cobre apenas 53% dos 122 mil quilômetros de rodovias federais e 50,7% dos 323 mil quilômetros de vias estaduais mapeadas.

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Outros dados relevantes do PERT 2026

Para além do panorama das cidades, o levantamento do PERT traz um alerta importante sobre os “desertos digitais” do país.

Ao todo, foram mapeadas 26.442 localidades que não contam com nenhum sinal de celular nem possuem previsão contratual de expansão, número que inclui 2.530 comunidades indígenas.

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Essa falta de sinal afeta diretamente o funcionamento de locais estratégicos, como escolas públicas, polos industriais, bases militares e pontos turísticos longe dos grandes centros.

Uma solução viável

Como alternativa para resolver essa lacuna, o relatório da Anatel adotou o conceito de “Adensamento Positivo”, tese encampada pela Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel) desde 2024.

A ideia central é priorizar a instalação de novas antenas e torres em áreas sem conexão, evitando o desperdício de recursos com a duplicação de estruturas onde o sinal já chega com qualidade.

Na visão de especialistas do setor, fazer essa conexão chegar a quem realmente precisa depende de menos burocracia nas prefeituras, com leis municipais de antenas mais modernas e regras claras para o compartilhamento dessa infraestrutura.

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