De acordo com informações da empresa NebuSec, ou Nebula Security, especializada em segurança digital, as versões atuais do Telegram possuem uma grande brecha para ataques cibernéticos.
As vulnerabilidades estão relacionadas à estrutura do código-fonte do app e podem se tornar um problema caso os usuários atendam chamadas realizadas por cibercriminosos.
O problema foi apontado em versões do Telegram para Android lançadas entre março de 2022 e setembro de 2026.
Detalhes do que foi descoberto pela NebuSec
O ataque exige um passo inicial bem simples. Como destacou Eten Zou, cofundador e presidente-executivo da NebuSec, em publicação no X (antigo Twitter), “o ataque precisa que a vítima seja chamada e atenda”, conforme também já mencionamos.
Ao aceitar a ligação, invasores conseguem o controle total do aparelho. Tecnicamente, o problema está no código que processa pacotes de dados durante chamadas telefônicas.
A falha no código-fonte do Telegram, visível no GitHub oficial, ocorria porque o sistema lia campos incorretos na memória caso a mensagem de rotação estivesse presente.
A startup descobriu que essa brecha se combina com outras duas para romper as barreiras de proteção do Android.
Houve, porém, um impasse na comunicação. A NebuSec notificou os desenvolvedores logo após a análise, mas a equipe do Telegram questionou a viabilidade da vulnerabilidade virar um mecanismo de execução remota de código.
“O Telegram reconheceu o aviso, mas não acreditou que a falha pudesse ser transformada em execução remota de código”, lamentou Eten Zou.
Por causa disso, nenhum código CVE foi atribuído e nenhuma recompensa foi paga aos pesquisadores.
Outras frentes também preocupam especialistas. A Zero Day Initiative (ZDI) alertou sobre falhas nas ferramentas de exibição de figurinhas.
O pesquisador independente Saifeldeen Aziz resumiu esse cenário, explicando parte da postura do Telegram diante das falhas.
“A surpresa não foi apenas a existência das falhas, mas o quanto o modelo de risco do Telegram dependia de manter figurinhas maliciosas afastadas por meio de validações nos servidores”, disse.
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O que os usuários podem fazer para se proteger?
Assim que ficou ciente dos problemas, o Telegram fez a correção e lançou uma atualização complementar para regularizar a situação dos seus usuários.
Essa correção chegou na versão 12.10.4 do aplicativo, que já está disponível e sendo enviada aos utilizadores do mensageiro russo.
Portanto, a recomendação oficial é chegar na página de configurações a versão atual do Telegram instalado no seu celular. Caso seja anterior à 12.10.4, é importante ir à loja de aplicativos e estando ela disponível, atualizar imediatamente.
Vale mencionar que mesmo após a descoberta e notificação das falhas pela NebuSec nenhum incidente com usuários comuns foi relatado. De toda forma, a precaução é o melhor caminho.












