Para Bill Gates, a IA atual já é capaz de causar 1 bilhão de mortes

Diante disso, o cofundador da Microsoft coloca como ‘urgente’ a regulamentação das inteligências artificiais.

Goodanderson Gomes
4 min de leitura

Na última sexta-feira (25), Bill Gates, bilionário e cofundador da Microsoft, afirmou em entrevista que a inteligência artificial pode causar um bilhão de mortes.

- Publicidade -

A fala de Gates, concedida à emissora NBC, dos Estados Unidos, faz coro com outras previsões desastrosas de presidentes de empresas de IA e até governantes, que vêm demonstrando um certo medo do potencial que a tecnologia pode alcançar.

Vale mencionar que a Microsoft, empresa fundada e comandada por Bill Gates por décadas, é uma das big techs que mais investem em inteligência artificial em todo o mundo.

- Publicidade -

Os argumentos de Gates contra a IA

Durante uma entrevista a um programa jornalístico da NBC, Bill Gates foi levado ao contexto de questionamentos que a IA vem sofrendo nas últimas semanas e perguntado sobre se achava a tecnologia insegura. O magnata foi taxativo em afirmar que sim.

“A IA certamente é poderosa o suficiente para desencadear eventos que causem um bilhão de mortes”, disse ele, alarmando a todos que ouviram a entrevista.

Na continuidade da entrevista, Gates esclareceu o paralelo feito em sua mente. Para ele, o verdadeiro risco no uso da IA está em associar seu potencial às más intenções humanas.

- Publicidade -

“Nunca houve uma arma tão poderosa quanto a combinação de pessoas com más intenções usando as mais recentes ferramentas de IA”, explicou.

Por fim, Bill Gates foi questionado a respeito de protocolos para controle da inteligência artificial. Segundo ele, a autorregulação não funciona, mas a aplicação de leis específicas e monitoramento direto podem ser importantes.

“Ninguém acredita que a autorregulação seja suficiente”, iniciou. “É preciso que as autoridades responsáveis pela aplicação da lei e os políticos participem da discussão sobre como devem ser as salvaguardas e os mecanismos de monitoramento”, completou ele.

A origem do medo generalizado

O medo de que a IA acabe “tomando o controle” do mundo sempre foi algo mais fantasioso do que qualquer outra coisa. Porém, com o desenvolvimento de modelos cada vez mais avançados, isso escalou.

Recentemente, líderes de empresas de IA concordaram com uma fala de Dario Amodei, atual CEO da Anthropic, sobre a necessidade de desacelerar o desenvolvimento das inteligências artificiais mais avançadas.

A China e algumas empresas de inteligência artificial da Europa, discordaram de Amodei, acusando o movimento de ser uma tentativa de sabotar os esforços de desenvolvimento de companhias de IA de fora dos Estados Unidos.

De qualquer forma, incidentes também recentes, como um ataque autônomo feito por um agente da OpenAI contra o sistema de uma empresa, apontam para a necessidade de pelo menos regulamentar corretamente as inteligências artificiais.

- Publicidade -

Contudo, como bem disse Bill Gates, essa regulamentação passa por leis que, em última instância, dependem da vontade política. E a vontade política, como sabemos, pode ser influenciada.

A nós, meros utilizadores de modelos inteligentes, resta observar como esse cenário vai se desenvolver nos próximos anos.

Compartilhar este artigo
Se inscrever
Notificar de
guest
0 Comentários
Mais antigo
Mais recente Mais Votados