Foi prorrogado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) o prazo usado pela Vivo para testar o sinal D2D (internet via satélite direto no celular) da Starlink.
O período anteriormente autorizado chegaria ao fim daqui a pouco mais de um mês, em 22 de outubro. Agora, a permissão se estende até 2029.
A prorrogação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (16), sobre o Ato 11.334 da Anatel, que respondeu um pedido de extensão feito pela própria Vivo.
Do que se tratam esses testes?
Resumidamente, a Vivo tem usado esse ambiente de testes permitido pela Anatel para entender como vai funcionar o uso do sinal de internet via satélite, nesse caso o fornecido pela Starlink, em paralelo ao seu próprio sinal de telefonia.
Na verdade, o acordo foi feito entre Telefônica e SpaceX, as empresas que estão por trás de Vivo e Starlink, respectivamente. A ideia é explorar as faixas de 2.567,5 MHz e 2.687,5 MHz.
Sendo caracterizado como um Serviço Limitado Privado (SLP), o sinal experimental da Vivo se utiliza de licenciamentos de Serviço Móvel Pessoal (SMP).
Inclusive, recentemente muitos usuários viram surgir o termo “Vivo Starlink” na área destinada à operadora nas configurações de seus aparelhos. Certamente esse sinal é oriundo dos testes.
De qualquer forma, tudo ainda é experimental. Com isso, os sinais testados pela operadora roxa tanto podem sofrer interferências quanto interferir acidentalmente em outros sinais. A Anatel está ciente de tudo isso.
O que vem de 2029 em diante?
Tudo leva a crer que ao final do período de testes uma parceria entre Vivo e Starlink deverá ser finalmente formalizada. Há expectativas de que isso ocorra até antes.
Com isso, os clientes da tele terão acesso ao sinal da empresa satelital como uma espécie de “extensão” do 5G terrestre convencional.
Ou seja: onde a rede móvel não alcançar, o sinal do espaço entra em ação, tornando a rede de internet da Vivo “à prova” de desertos digitais.
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A “parceira misteriosa” da Starlink é mesmo a Vivo?
Ao que tudo indica, sim. Caso você não tenha ficado sabendo, recentemente noticiamos que a Starlink informou à FCC, a Anatel dos Estados Unidos, que fechou parceria com uma operadora brasileira para fornecimento de internet direto no celular. Porém, a companhia de Elon Musk pediu sigilo sobre o nome da empresa.
Logo em seguida, rumores de que a Vivo seria essa parceira misteriosa começaram a circular na mídia especializada. O surgimento da referida rede “Vivo Starlink” deu ainda mais impulso à teoria.
Porém, a realidade é que nada foi confirmado ainda. Então, resta aguardar pronunciamentos oficiais e próximos passos regulatórios.












