Imagem: Minha Operadora

Empresas de telemarketing protestam contra filtros anti-spam das operadoras

Uma associação representante da classe foi à Anatel reclamar e pedir revisão de regras recentes.

Goodanderson Gomes
3 min de leitura

O tema “anti-spam” ganhou um espaço significativo nos noticiários do setor de telecomunicações recentemente, com operadoras “brigando” e a Anatel impondo novas diretrizes.

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Contudo, quem agora está reclamando são as empresas de telemarketing, que temem uma erradicação total por conta dos bloqueadores de chamadas automáticas.

De olho nas movimentações da Anatel para regulamentar o serviço, essas entidades enviaram uma carta ao órgão pedindo revisão.

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O que querem as empresas de telemarketing?

Em carta enviada recentemente à Anatel, a Associação Brasileira de Telesserviços (ABT) pede que haja uma revisão das regras de regulamentação do anti-spam, publicadas pela própria agência semanas atrás.

Segundo a entidade, os anti-spams das operadoras podem ser “discricionários demais”, afetando grupos de empresas inteiros, o que causaria bloqueios de chamadas legítimas e danos às suas atividades econômicas.

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Como sugestão, a ABT coloca que uma consulta pública ou mecanismo semelhante pode ser realizado pela Anatel para buscar uma melhor conformidade nas novas regras.

A entidade defende ainda que o sistema Stir/Shaken, que é basicamente um identificador de chamadas, é o mais indicado para evitar incômodo. Nele, o usuário recebe a ligação com a sua origem rotulada, decidindo por si próprio se atende ou não.

No caso dos sistemas anti-spam como o Vivo, por exemplo, a chamada é encerrada ainda não rede, o que impede até mesmo que o celular toque.

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E as operadoras, o que dizem?

Como o pedido feito pela Associação Brasileira de Telesserviços à Anatel é bem recente, ainda não se tem informações sobre respostas dadas por operadoras. E é possível que elas sequer aconteçam.

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Por outro lado, seguindo o exemplo da Vivo, que é uma espécie de pioneira nesse serviço, TIM e Claro estão se mexendo para colocar seus próprios anti-spams em atividade o mais rápido possível.

Vale destacar que as teles foram instadas pela Anatel a seguir sua padronização, formulada após reclamações contra o anti-spam da Vivo. Dentre as regras, estão a gratuidade dos serviços prestados e um controle inteligente dos bloqueios, evitando cortar chamadas de serviços de emergência e outros.

O objetivo dos sistemas anti-spam é combater o incômodo provocado por ligações em massa e possíveis fraudes praticadas por meio de robocalls.

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