A Fluke anunciou o lançamento no Brasil do LinkIQ Duo, testador de redes que reúne qualificação de cabeamento e análise de conexões sem fio até o padrão Wi-Fi 6E em um único equipamento. A empresa, especializada em ferramentas profissionais de teste e medição, aposta no aparelho como resposta ao avanço da sexta geração do Wi-Fi e à dificuldade de localizar gargalos em ambientes com muitos pontos de acesso.
O modelo nasce como evolução do LinkIQ original e mantém a conexão por cabo ethernet como ponto de partida da verificação, método agora usado também para decifrar o ambiente sem fio ao redor. Na prática, o técnico qualifica a infraestrutura instalada, mede a velocidade e enxerga a ocupação dos canais sem precisar trocar de ferramenta no meio do atendimento.
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POR QUE O WI-FI 6E ENTROU NA CONTA
De acordo com o relatório The Global State of Wi-Fi 2026, da Ookla, o Wi-Fi 6 já era utilizado por 21,1% do mercado brasileiro até abril deste ano, número que coloca o país entre os pioneiros na expansão da tecnologia na América Latina. A projeção da consultoria é que o padrão responda por 62% das conexões em todos os continentes até 2030, tornando-se a banda predominante em poucos anos.
Para Carlos Rubim, gerente de Produtos da Fluke na América Latina, essa demanda crescente por conexões de altíssima velocidade explica a procura por análises mais completas da rede. “Quando a gente tem uma alta demanda de usuários querendo se conectar e uma grande oferta de pontos de acesso no mesmo ambiente, isso pode causar conflitos na transmissão de Wi-Fi que ficam difíceis de serem localizados”, explica o executivo.
O CABO AINDA É O PRINCIPAL VILÃO
Mesmo com o foco no sem fio, a Fluke manteve a qualificação de cabos como funcionalidade essencial do LinkIQ Duo. A decisão parte de uma constatação de campo, já que falhas na camada física seguem entre as principais dores de quem opera redes corporativas. O executivo defende que o diagnóstico do cabeamento continua sendo o primeiro passo lógico antes de partir para investigações mais complexas.
A checagem do cabeamento aparece como filtro inicial no diagnóstico, segundo o gerente de Produtos. “Analisando os problemas de conectividade em uma rede de computadores pequena, como em um ambiente corporativo, na grande maioria das vezes o problema está no cabo. Ele pode estar danificado, ter sido dimensionado com tamanho e largura de banda erradas, ou uma infinidade de outros problemas que afetam os usuários”, afirma Rubim.
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O QUE O LINKIQ DUO FAZ
Uma vez conectado à rede, o equipamento concentra funções que antes exigiriam mais de um instrumento na mochila do profissional de TI. A proposta da fabricante é encurtar o intervalo entre a abertura do chamado e a identificação da causa, algo que pesa em contratos de manutenção com prazos apertados. Veja abaixo o que o LinkIQ Duo executa na rotina de campo:
- Qualifica a infraestrutura de rede já instalada
- Resolve questões técnicas de conexão
- Localiza hotspots pela intensidade do sinal
- Testa a velocidade da conexão
- Mostra a utilização de canais em 2,4 GHz, 5 GHz e 6 GHz
- Identifica problemas relatados pelos usuários
- Faz o debugging de redes industriais
APOSTA NO MERCADO BRASILEIRO
Enquanto o produto já é vendido nos Estados Unidos, Rubim avalia que o LinkIQ Duo encontra terreno fértil no Brasil por conta da expansão do mercado de data centers e da digitalização acelerada da economia. O argumento comercial é o de tempo e custo, uma vez que boa parte das ocorrências termina resolvida na camada física, sem necessidade de equipes especializadas ou paradas prolongadas.
“Essa ferramenta funciona como o primeiro identificador antes de buscar uma abordagem mais complexa. Muitas vezes, a falha da rede, mesmo que sem fios, acontece na camada física do cabo, o que pode ser resolvido de maneira relativamente rápida e barata, então a identificação com este equipamento ajuda a empresa a ter uma melhor gestão de tempo e recursos na área de manutenção”, finaliza.












