A Europa lidera globalmente o desligamento das redes 2G e 3G, segundo um novo relatório da GSA (Global mobile Suppliers Association) divulgado nesta semana. O continente concentra 43% de todos os casos de switch-off já concluídos, planejados ou em andamento no mundo, movimento que ganha força à medida que operadoras buscam liberar espectro para expandir a cobertura de 4G e 5G.
O levantamento identifica 313 operadoras que já completaram, planejaram ou estão em processo de desligamento das tecnologias 2G e 3G em 89 países e territórios ao redor do mundo. A medida permite reaproveitar o espectro liberado para ampliar a capacidade das redes 4G e 5G, além de reduzir o consumo de energia em infraestruturas que hoje carregam pouco volume de tráfego de dados.
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NÚMEROS DO RELATÓRIO DA GSA
Para dimensionar o tamanho da transição, a GSA reuniu os principais números do desligamento das redes 2G e 3G registrados até o momento em todo o mundo, conforme o quadro abaixo.
| Métrica | Resultado |
|---|---|
| Operadoras mapeadas | 313, em 89 países e territórios |
| Desligamento de 2G | 139 operadoras em 70 mercados (56 já concluídos) |
| Desligamento de 3G | 174 operadoras em 67 mercados (102 já concluídos) |
| Migração simultânea para 4G e 5G | 58% das operadoras |
| Desligamento total de 2G e 3G | 27 operadoras |
| Participação da Europa | 43% dos casos globais |
| Participação da Ásia | 26% dos casos globais |
| Participação da América Latina e Caribe | 9% dos casos globais |
DESAFIOS PARA IoT E M2M
Apesar do avanço, o relatório da GSA reconhece que algumas operadoras não conseguiram cumprir as metas iniciais de desligamento. O desafio é ainda maior para conexões de internet das coisas (IoT) e machine to machine (M2M), setores em que muitos dispositivos têm ciclos de substituição bastante longos, dificultando a migração completa para as novas tecnologias.
Segundo Joe Barrett, presidente da GSA, o 2G e o 3G foram inovações extremamente importantes quando chegaram ao mercado, mas perderam relevância à medida que surgiram avanços tecnológicos mais recentes. Para ele, operadoras, reguladores e governos têm decidido cada vez mais desligar as tecnologias antigas em favor de redes 4G e 5G, consideradas mais rápidas, eficientes e seguras para os usuários.

REINO UNIDO ACELERA TRANSIÇÃO
No Reino Unido, o processo de desligamento das redes antigas já avança em ritmo bastante acelerado, conforme a linha do tempo a seguir.
- 2024 – EE e Vodafone concluem o desligamento de suas redes 3G.
- Julho do ano passado – VMO2 inicia oficialmente o desligamento de sua rede 3G.
- Novembro do ano passado – Three anuncia a aposentadoria completa de sua rede 3G.
- Verão de 2029 – VMO2 planeja iniciar o desligamento de sua rede 2G, que hoje responde por menos de 0,5% do tráfego de dados da operadora e já está fechada para roaming internacional.
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O movimento observado no cenário europeu também avança no Brasil, onde a Vivo já confirmou planos para desligar suas redes 2G e 3G no Brasil o quanto antes, acompanhando a tendência internacional das operadoras. A expectativa é que reguladores e operadoras brasileiras sigam definindo prazos semelhantes ao longo dos próximos anos, conforme os países europeus seguem avançando nesse sentido.












