Reprodução/ChatGPT

Vivo confirma plano de desligar redes 2G e 3G no Brasil o quanto antes

Cristino Melo
5 min de leitura

A Vivo confirmou que pretende desligar as redes 2G e 3G o quanto antes, dando início a um processo mais amplo de desativação das tecnologias móveis antigas em todo o território brasileiro. O plano foi anunciado pelo presidente da operadora, Christian Gebara, durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (28)

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Segundo o executivo, a decisão busca liberar frequências para redes mais modernas, já que a demanda pelo 2G caiu bastante nos últimos anos. Ainda assim, a companhia não estabeleceu um cronograma oficial, pois o processo depende da migração de dispositivos de internet das coisas que operam nessas tecnologias antigas e do avanço dos acordos de compartilhamento de rede firmados com a TIM.

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2G DEVE SAIR DO AR PRIMEIRO

Gebara indicou que o 2G tende a ser a primeira tecnologia desativada pela Vivo, já que registra a menor demanda entre as redes móveis da operadora. O desligamento permitirá que as frequências hoje ocupadas pela tecnologia sejam redirecionadas para redes de quarta e quinta gerações, ampliando a capacidade e a qualidade do sinal oferecido pela companhia nas regiões atendidas em todo o país.

O principal obstáculo para encerrar o 2G está nos equipamentos de internet das coisas que ainda dependem exclusivamente dessa rede para funcionar. Antes de qualquer desligamento definitivo, esses dispositivos precisam ser substituídos ou homologados para operar em outras tecnologias, o que exige tempo, investimento e articulação direta com fabricantes e clientes corporativos que utilizam a rede.

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Apesar de incluir o 3G e o 4G no plano de racionalização, a Vivo reforça que a quarta geração segue recebendo investimentos e ainda terá papel relevante enquanto a cobertura 5G se expande pelo país. “Hoje, nosso investimento é basicamente em 5G e algo em 4G”, afirmou Gebara durante a coletiva de imprensa, reforçando que o desligamento das tecnologias não ocorrerá de forma simultânea.

O CEO da Vivo, Christian Gebara, foi premiado na categoria TI & Telecom da 26ª edição do “Executivo de Valor”
Gabriel Reis/Valor

PARCERIA COM A TIM ACELERA O PROCESSO

Parte da estratégia da Vivo depende do acordo de RAN Sharing mantido com a TIM, que permite às duas operadoras compartilhar estrutura de rede em diversos municípios brasileiros. No 2G, o modelo já abrange cerca de 2 mil cidades e recebeu autorização recente para incorporar outras 2 mil localidades ao acordo em um futuro próximo, segundo informou o executivo durante a coletiva.

Nesses municípios, apenas uma das operadoras mantém a infraestrutura física, enquanto os clientes de ambas as empresas continuam sendo atendidos normalmente pela rede compartilhada. Essa divisão permite que Vivo e TIM retirem equipamentos redundantes das torres sem interromper o serviço oferecido à população local, reduzindo custos operacionais para as duas companhias envolvidas.

O compartilhamento das redes 3G e 4G, chamado de frente de expansão, já alcança 716 municípios brasileiros. Segundo Gebara, houve aprovação recente para a inclusão de mais 265 cidades nesse formato, além de uma frente de otimização que já reúne quase 500 municípios com menos de 30 mil habitantes, divididos aproximadamente pela metade entre Vivo e TIM.

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CRONOGRAMA AINDA É UMA INCÓGNITA

Apesar dos avanços, Gebara não informou qual tecnologia será desligada depois do 2G nem estabeleceu um ano para a conclusão do processo de modernização das redes da Vivo. A operadora e a TIM pediram a inclusão de novos municípios na frente de otimização, mas ainda aguardam aprovação da Anatel para ampliar esse formato de acordo entre as duas companhias.

O tema segue em discussão com o órgão regulador, enquanto o Cade já sinalizou abertura para uma nova petição sobre o compartilhamento de infraestrutura entre as duas operadoras. O plano de modernização da Vivo também inclui a possível oferta de sinal via satélite da Starlink direto no celular para clientes em um futuro próximo, ampliando ainda mais a cobertura móvel oferecida pela empresa.

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