Imagem: Michael Nagle/Bloomberg Finance/LP

CEO da T-Mobile minimiza ‘ameaça’ da Starlink às operadoras tradicionais

Srini Gopalan não acredita que a empresa de Elon Musk possa apresentar um diferencial que de fato desestabilize o mercado.

Goodanderson Gomes
3 min de leitura

Depois de declarações feitas pelo próprio Elon Musk, ficou mais do que claro que a Starlink de fato planeja entrar no mercado de telefonia móvel, por ora nos Estados Unidos.

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Com isso, a divisão de internet via satélite da SpaceX pode se tornar concorrente das três maiores teles dos EUA: AT&T, Verizon e T-Mobile, empresa com a qual mantém parcerias estratégicas.

Inclusive, nesta quinta (6) o Minha Operadora noticiou um plano expresso pela empresa satelital de transformar antenas de propagação, geralmente instaladas em casas e empresas, em pequenas torres de telefonia, tornando-se assim independente de infraestrutura alheia.

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Porém, mesmo diante de todas essas objeções o CEO da T-Mobile, Srini Gopalan, declarou que a entrada da Starlink no mercado móvel não vai prejudicar as empresas tradicionais do setor.

Em entrevista concedida ao jornal britânico Financial Times, Srini Gopalan, atual diretor-executivo da T-Mobile, minimizou o “medo” que a Starlink tem provocado em players do setor de telecom dos Estados Unidos.

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Para Gopalan, empresas satelitais não têm ângulo para entrar nesse mercado com um diferencial. Isso as colocaria como meros concorrentes dentro de um campo já dominado pelas grandes teles dos EUA.

Sobre isso, Elon Musk afirmou, durante a divulgação de resultados da SpaceX, que um eventual serviço móvel oferecido pela Starlink teria um sinal mais amplo e mais forte que as concorrentes, devido ao uso do sinal via satélite.

Já Gwynne Shotwell, CEO e diretora de operações da SpaceX, confirmou que a ideia é mesmo atrair clientes da Verizon, da AT&T e da própria T-Mobile.

De todo modo, Srini Gopalan manteve a sua posição, afirmando que o máximo que empresas como a Starlink podem fazer é oferecer um “complemento de sinal” para as operadoras tradicionais.

E se as empresas de satélite entrarem mesmo no jogo?

Apesar do ceticismo do CEO da T-Mobile, fato é que a entrada de Starlink, Amazon Leo, SpaceSail e outras empresas de internet via satélite no mercado de telefonia móvel pode movimentar o setor.

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Numa coisa Srini Gopalan tem razão: essas companhias não teriam (ou terão) nada de exatamente novo para oferecer. Porém, só a possibilidade de ter um sinal mais forte, abrangente e estável, sobretudo para acesso à internet, certamente pode ser visto como um diferencial e tanto pelos usuários.

Por ora, resta aguardar o desenrolar dos planos de expansão da Starlink, que também tem investido pesado na chamada internet D2D (directo-to-device), que leva a conexão espacial direto aos celulares, sem precisar de antenas terrestres.

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