Conforme levantamento divulgado nesta terça-feira (30) pela consultoria S&P Global Ratings, a Brisanet deve fechar 2026 com 1,1 milhão de clientes de telefonia móvel ativos. Em artigo recente, noticiamos que a empresa ultrapassou a marca de 1 milhão de clientes no segmento.
O valor previsto para o final desse ano representa um salto de 30% em relação ao ano passado. Também segundo a S&P, a tele cearense deve chegar a 2028 com 1,8 milhão de clientes de 5G.
Esse avanço é reflexo direto da concessão recebida pela Brisanet para oferecer serviços móveis dentro do espectro de 700 MHz, via leilão ocorrido recentemente.
Números que só crescem
Como consequência do crescimento na base de clientes, o faturamento da Brisanet também deve dar um salto nos próximos anos.
Outro dado da análise feita pela S&P Global Ratings mostra que o segmento móvel da empresa deve alcançar R$ 265 milhões já em 2026, chegando a 12% do faturamento total da companhia.
Em 2028, quando o número de clientes chegar a 1,8 milhão, esse valor será, ainda conforme previsões da S&P, de R$ 454 milhões, representando 17% do faturamento total.
Por outro lado, o faturamento com banda larga mantem-se alto e também crescente. Atualmente, a Brisanet faz R$ 1,7 bilhão e deve chegar a R$ 2 bilhões em 2028.
Já são mais de 1,6 milhão de clientes e 7,2 milhão de “casas passadas” (potenciais clientes). Na verdade, esse é o mercado foco da empresa, que nasceu como uma provedora regional de banda larga.
O surgimento de uma nova gigante?
A vitória no leilão dos 700 MHz concedeu à Brisanet o direito de trabalhar com 5G até 2044 nas regiões Nordeste, onde já é uma potência, e Centro-Oeste. Inclusive, recentemente falamos sobre a expansão da empresa na região, que já está a todo vapor.
Apesar de a banda larga continuar como grande diferencial, mesmo com o crescimento do 5G, é inegável que a Brisanet chega forte para a disputa com as três grandes, pelo menos no seu setor de atuação.
Talvez a presença garantida, o branding já existente e a oferta de serviços que chega a mais de um milhão de lares nordestinos, e agora do Centro-Oeste, sejam a base de impulso perfeita para a consolidação da tele cearense como uma quarta força da telefonia móvel no Brasil.












