Reprodução/ChatGPT

Starlink se aproxima de lançar plano móvel e concorrer com operadoras

Cristino Melo
5 min de leitura

A Starlink, subsidiária de satélites da SpaceX, estuda lançar um plano móvel próprio para concorrer diretamente com as operadoras de telefonia tradicionais nos Estados Unidos. A informação foi revelada por executivos da empresa a potenciais investidores antes da recente oferta pública inicial da SpaceX, segundo apurou o jornal britânico Financial Times.

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A movimentação chamou atenção porque a Starlink já mantém uma parceria com a operadora americana T-Mobile para revenda do serviço direto ao dispositivo via satélite, conhecido como D2D, mas a adesão dos clientes a esse recurso ficou bem abaixo do esperado pela operadora até o momento, em parte por causa da banda larga limitada e da baixa disponibilidade do serviço fora de áreas remotas.

Vale lembrar que essa mesma tecnologia já vem avançando bastante em outras frentes pelo mundo. No Brasil, por exemplo, a empresa prepara o lançamento da conexão direta via satélite no celular, com previsão de início das operações em 2027, em mais um sinal claro da expansão acelerada do D2D em diferentes mercados e continentes ao redor do planeta.

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Segundo o relato, a Starlink poderia resolver as limitações do D2D construindo sua própria infraestrutura terrestre de rede móvel nos Estados Unidos. A ideia lembra a estratégia adotada anteriormente pela operadora Dish, que enfrentou diversas dificuldades ao tentar competir diretamente com as gigantes do setor de telecomunicações no país norte-americano.

Os mesmos obstáculos que prejudicaram a expansão da Dish continuam presentes no mercado americano, o que torna incerto qual seria o diferencial real de um plano móvel oferecido pela Starlink, além de atender usuários em áreas remotas, como trilheiros, moradores rurais e regiões isoladas sem cobertura tradicional de operadoras de telefonia convencionais nos Estados Unidos.

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Quanto ao espectro necessário para operar uma rede própria, a Starlink não teria grandes dificuldades para avançar com o projeto nos Estados Unidos. A empresa já adquiriu frequências da Echostar e aparentemente fechou outra aquisição relevante na semana passada, reforçando ainda mais sua posição para uma eventual expansão no setor de telefonia móvel do país.

Ainda assim, construir uma rede própria de antenas e estações base exigiria um investimento bilionário, mesmo para uma empresa do porte de Elon Musk. Aliás, essa capacidade de investir pesado em infraestrutura ajuda a explicar por que a companhia pode atingir a marca de 100 milhões de assinantes em todo o mundo até 2034, segundo projeções recentes do setor.

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MANOBRA PODE SER APENAS PRESSÃO EM NEGOCIAÇÕES

A especulação é de que toda essa movimentação possa ser apenas uma manobra estratégica da Starlink, sinalizando essa possibilidade apenas para ganhar poder de negociação em futuras conversas com parceiros como a T-Mobile, sem necessariamente ter a intenção real de construir uma rede móvel terrestre própria nos Estados Unidos no momento atual, segundo fontes do setor.

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Enquanto o mercado tenta entender até onde vai o apetite da Starlink por novos negócios, a empresa também vai oferecer internet de graça em voos de uma companhia aérea espanhola, reforçando ainda mais como a conectividade via satélite tem se espalhado para diferentes setores além das casas e dos celulares dos usuários comuns ao redor do mundo.

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