Imagem: Minha Operadora

Claro entra na mira da ANPD por suspeita de compartilhamento de dados irregular

De acordo com a Agência Nacional de Proteção de Dados, a operadora repassou dados de clientes ao Serasa Experian de forma indevida.

Goodanderson Gomes
3 min de leitura

A Claro virou alvo de um processo administrativo sancionador aberto pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), sob a acusação de compartilhamento indevido de dados de clientes com a Serasa Experian.

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De acordo com a ANPD, o tráfego de dados de usuários entre as duas empresas feriu preceitos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A Serasa também será investigada.

As suspeitas foram levantadas após o fechamento de uma parceria entre as instituições que visava a análise de crédito.

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Mais detalhes da acusação contra as empresas

O que parecia um acordo comum de mercado acabou alegadamente cruzando a linha do que a lei permite. A parceria entre a Claro e a Serasa tinha o objetivo de criar modelos de análise de crédito e avaliar condições de mercado. No entanto, a ANPD identificou que o volume de informações compartilhadas foi completamente desproporcional.

Para se ter uma ideia do tamanho do problema, a agência revelou que a operadora repassou mais de 100 dados diferentes de cada cliente.

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Pelas regras da LGPD, o compartilhamento precisa seguir o princípio da necessidade, ou seja, coletar e passar adiante apenas o estritamente essencial para o serviço funcionar.

Mas os problemas não param por aí. Além do excesso de dados trafegados, a ANPD apontou falta de transparência da Claro com os usuários e até barreiras para que o público conseguisse falar com o responsável de proteção de dados da empresa.

Diante do início da fiscalização, as duas companhias decidiram encerrar o contrato, mas o rastro da irregularidade já estava sob análise.

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Os próximos passos da investigação

Agora, o relógio corre contra as empresas. Tanto a Claro quanto a Serasa foram notificadas e têm um prazo de 10 dias úteis para apresentar suas defesas formais.

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Ignorar o prazo ou não enviar as respostas pode piorar a situação, já que a agência pode interpretar o silêncio como obstrução do processo.

O foco sobre a Serasa será entender se a política de privacidade da marca deixa claro para onde vão esses dados e de onde eles vêm. Vale destacar que a Serasa não é exatamente uma estreante nos arquivos do órgão regulador: a empresa lidera o volume de denúncias na ANPD e é a segunda com mais reclamações registradas no histórico recente da agência.

Se as irregularidades forem confirmadas ao fim do processo, o prejuízo financeiro e de imagem será pesado. A Claro arrisca sofrer sanções severas que incluem multas de até 2% do faturamento da companhia, podendo atingir o teto de R$ 50 milhões por infração. A Serasa, se também for considerada culpada na fiscalização, deve avançar para a mesma etapa de punições.

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