O mercado de inteligência artificial se tornou em pouco tempo uma das áreas mais concorridas dentro do macro nicho de tecnologia. A cada ano surgem novas empresas com propostas até então nunca antes vistas.
Em 2026, uma das mais recentes empresas de IA é a chinesa DeepSeek, que chegou ao mercado mostrando força para “peitar” ChatGPT, Gemini, Claude e companhia limitada. Agora, a empresa mostra mais uma vez que não está para brincadeira.
Recentemente, os valores cobrados pela DeepSeek por cada token utilizado nos comandos foi dastricamente reduzido em um ato promocional e, agora, a empresa informou que vai manter esses preços de força definitiva.
Os valores da DeepSeek em comparação com outras IAs
Para entender a agressividade da DeepSeek no mercado, vale lembrar que as plataformas cobram pelo volume de dados processados, os chamados tokens. Tarefas complexas, como a criação de linhas de código, são as que mais pesam no bolso.
Esses valores são utilizados para precificar assinaturas de versões premium, que têm determinadas quantidades de tokens, e também o uso de APIs pagas dos chatbots.
Com a nova política da DeepSeek, o modelo V4-Pro da LLM teve uma redução definitiva de 75% nos valores. Agora, o custo por 1 milhão de tokens de saída fixou-se em apenas US$ 0,87 (R$ 4,39).
Nesse caso, a diferença para o mercado ocidental assusta. Para se ter uma ideia, processar a mesma quantidade de dados de entrada no GPT-5.5 da OpenAI pode chegar a US$ 5 (R$ 25,25),enquanto a saída bate a casa dos US$ 30 (R$ 151).
Abaixo, você confere como ficaram as novas tarifas da IA chinesa por milhão de tokens:
| Operação de processamento | Valor antigo | Novo valor fixo |
| Entrada (dados reutilizados / cache) | US$ 0,0145 | US$ 0,003625 |
| Entrada (Processamento do zero) | US$ 1,74 | US$ 0,435 |
| Saída (Resposta gerada) | US$ 3,48 | US$ 0,87 |

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Mas como a DeepSeek consegue manter uma operação tão barata enquanto as rivais sofrem com custos de data centers? A resposta está na escolha do seu hardware de infraestrutura.
Ao que parece, a empresa conseguiu reduzir drasticamente a dependência das burocráticas e disputadas placas de vídeo da Nvidia. Os novos modelos rodam com processadores Ascend, desenvolvidos pela Huawei.
Essa estratégia dribla não apenas a escassez de componentes, mas também as constantes tensões comerciais existentes entre a China e os Estados Unidos.
Com o passar do tempo, essa autonomia logística promete dar ainda mais tração ao negócio. Segundo analistas do setor, a previsão é que a startup asiática atinja um valor de mercado próximo aos US$ 50 bilhões muito em breve.












