Depois da SpaceSail, concorrente chinesa da Starlink, agora foi a vez da AST SpaceMobile receber autorização para começar seus trabalhos no Brasil.
A empresa norte-americana recebeu aval parcial das autoridades em telecom do país, após um período de análise da viabilidade de concessão da outorga.
Com isso, a AST está autorizada a operar a sua constelação de 248 satélites de forma experimental e “preparar terreno” para uma atuação comercial mais robusta.
Do espaço para o seu celular
Diferente de outras empresas, como a própria Starlink, a já mencionada SpaceSail e a Amazon Leo, a AST SpaceMobile tem um foco claro: levar internet via satélite direto para os celulares.
Esse sistema, conhecido como D2D (direct-to-device), permite que os aparelhos se conectem diretamente à internet satelitial quando a cobertura das operadoras falhar. Isso é especialmente valioso para quem vive ou transita em áreas rurais e remotas.
Além da conveniência de ter uma internet que não depende das operadoras (pelo menos não nos moldes atuais), o D2D oferece uma experiência bem mais satisfatória em termos de qualidade e conexão.
Porém, outra grande diferença entre a AST e suas concorrentes é que a empresa não deve oferecer serviços diretamente. O objetivo da companhia é fornecer seus serviços como suporte para as operadoras brasileiras.
Inclusive, a TIM já tem conversas iniciadas com a empresa norte-americana. Há rumores de que Claro e Vivo também já fizeram contato para garantir participação nessa novidade.
LEIA MAIS:
O futuro do mercado de internet via satélite
Em matéria publicada ontem (20), comentamos sobre a mudança do protocolo de transmissão da internet via satélite, que deve sair da radiofrequência para feixes de laser infravermelho. Essa evolução já está sendo testada na Europa e deve ser adotada pelas maiores empresas do setor nos próximos anos.
De acordo com especialistas, a transmissão do sinal via laser vai levar a conexão via satélite para outro patamar, consolidando ainda mais essa como o melhor e mais eficiente tipo de conexão móvel.
Enquanto isso, a Starlink e suas concorrentes seguem ganhando espaço mundo afora. Só no Brasil, é estimado que a empresa de Elon Musk já tenha mais de um milhão de clientes.












