Imagem: Teerasan Phutthigorn/Shutterstock/Reprodução

Usar o roteador da operadora pode limitar o seu Wi-Fi; entenda

Apesar de o uso do comodato para conexão doméstica ser uma opção mais prática, a estabilidade da conexão pode ficar condicionada.

Goodanderson Gomes
4 min de leitura

No Brasil, o modelo de negócio conhecido como comodato se popularizou ao ponto de consolidar um padrão adotado por praticamente todas as provedoras de internet em atividade.

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Nesse tipo de negócio, a fornecedora empresta um roteador ao cliente, que, pelo menos por ora, não precisa arcar com os custos de um equipamento novo.

Contudo, apesar da conveniência, usar roteadores oferecidos por operadoras de internet fixa pode não ser o ideal em termos de qualidade de conexão.

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Para entender melhor essa correlação, o Minha Operadora fez uma breve análise com testes reais em ambientes domésticos. Continue lendo para saber os resultados!

Quando o equipamento não dá conta do recado

Levantamentos periódicos apontam um grande volume de reclamações de usuários de provedores de internet, tanto locais quanto nacionais, no que diz respeito a uma disparidade percebida entre a velocidade contratada e a real, utilizada no dia a dia.

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É claro que muitos fatores podem impactar a qualidade do sinal Wi-Fi numa residência. Contudo, a potência do roteador é um dos mais comuns.

Em alguns casos, o cliente contrata determinada velocidade de internet, mas o roteador comodato cedido pela operadora não consegue transmitir aquela frequência, gerando o conflito. Nesse cenário, a simples troca do roteador por um equipamento próprio mais potente, poderia resolver.

De toda forma, antes de qualquer decisão é importante investigar a real causa da má qualidade do sinal de Wi-Fi. Afinal, esse efeito pode ser gerado por diversos outros fatores, como obstáculos dentro da casa, cabos com defeito e até a posição onde o roteador se encontra.

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Interessados em “tirar a limpo” essa disputa entre roteadores cedidos via comodato e aparelhos próprios, decidimos fazer uma breve pesquisa.

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No levantamento, colhemos informações de duas residências cuja internet doméstica é fornecida por uma mesma provedora regional. As duas famílias também contrataram um mesmo pacote de 300 Mbps.

Porém, numa casa o roteador é um comodato bastante simples, com apenas duas antenas. Na outra, há um aparelho mais moderno, com seis antenas. Ambas máquinas estão posicionadas no alto da parede das respectivas salas.

Em nossa pesquisa, pedimos para que um dos moradores de cada residência medisse a velocidade de conexão usando a plataforma Speedtest entre 22h e 00h. O resultado foi o seguinte:

 DownloadLatência de DownloadUploadLatência de Upload
Residência 134,19 Mbps5538,44 Mbps239
Residência 2100,7 Mbps11112,13 Mbps107

A Residência 1 é a que conta com o comodato, enquanto a Residência 2 tem seu próprio roteador. E, apesar de nenhuma das duas se aproximar dos 300 Mbps contratados, a segunda casa demonstra um desempenho muito superior à primeira.

Esse teste tem caráter meramente ilustrativo, sem anseios técnico-científicos envolvidos. De qualquer forma, nos trouxe um bom panorama da realidade de milhões de usuários de provedores locais Brasil afora.

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