Imagem: Heute.at/Reprodução

Telefones ‘reparáveis’ podem virar nova tendência no mercado

Dados da Fairphone, empresa especializada em produzir esse tipo de aparelho, mostram um aumento de 42% nas vendas.

Goodanderson Gomes
4 min de leitura

Um relatório divulgado recentemente pela Fairphone, empresa holandesa especializada na fabricação de “telefones reparáveis”, mostra que esse tipo de produto pode estar lentamente ganhando seu espaço no mercado.

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De acordo com o documento, houve um aumento de 42% nas vendas de Fairphones em 2025, com a empresa fazendo a entrega de 145 mil unidades a clientes, sobretudo na Europa.

A proposta desses aparelhos, que lembram bastante os celulares antigos que permitiam a troca da bateria, é reduzir o impacto ambiental com a disseminação de aparelhos modulares cuja manutenção simples possibilita a troca de peças e a consequente extensão de sua vida útil.

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Fairphone desmontado – Imagem: Flickr/Reprodução

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Enquanto grandes fabricantes apostam em ciclos cada vez mais curtos de lançamento, com atualizações anuais e foco em incentivar a troca constante de aparelhos, a Fairphone segue um caminho diferente.

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A proposta da empresa não está centrada em desempenho máximo ou design premium, mas sim na durabilidade e na possibilidade de reparo ao longo dos anos.

Na prática, isso significa que, em vez de trocar o smartphone inteiro ao apresentar algum defeito ou perda de desempenho, o usuário pode substituir apenas componentes específicos, como bateria, câmera ou tela.

Esse modelo contrasta diretamente com o padrão adotado por marcas tradicionais, que muitas vezes dificultam o reparo ou tornam o processo caro o suficiente para não compensar.

Apesar de atuar em um nicho, os números recentes mostram que a estratégia começa a dar resultado. Além do crescimento de 42% nas vendas em 2025, a empresa também registrou aumento de receita e redução de prejuízos, indicando que o modelo não é apenas sustentável do ponto de vista ambiental, mas também financeiro.

Outro dado relevante é que boa parte dos consumidores que compraram os aparelhos mais recentes da marca não eram clientes antigos. Ou seja, a Fairphone começa a atrair um público mais amplo, para além dos usuários já engajados com a causa ambiental.

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Principais peças de um Fairphone em perspectiva – Imagem: Flickr/Reprodução

Essa proposta teria futuro no Brasil?

No Brasil, assim como no resto do mundo, o mercado de smartphones é tocado sob a ótica do consumismo. O lançamento frequente de novas gerações de aparelhos torna smartphones com pouco tempo de vida “ultrapassados”.

Por esse motivo, é difícil imaginar que uma proposta como a da Fairphone ganhe escala, pelo menos no curto prazo. Afinal, a mentalidade dos consumidores também está relacionada ao anseio por ter o smartphone mais recente em mãos, em vez do mesmo celular de anos atrás que foi apenas recondicionado.

De qualquer forma, o apelo à sustentabilidade embutido na proposta da fabricante holandesa tende a ganhar adesão, mesmo que pequena num primeiro momento.

* Com informações do Android Authority

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