Em matéria publicada nesta quinta-feira (23), falamos sobre o ímpeto expansionista da América Móvil, empresa mexicana que controla a Claro Brasil. Ao que parece, essa visão também existe na divisão brasileira.
A operadora, que recentemente fechou a aquisição da Desktop, agora também se mostra interessada pela Oi Soluções, subsidiária B2B que pode ser negociada pela administração judicial da operadora.
Rodrigo Marques, atual CEO da Claro no Brasil, confirmou, numa coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (23), que, caso a Oi Soluções realmente seja posta a venda, será analisada pela Claro.
Absorvendo um “pedaço” da quase falida Oi
Caso entre no páreo pela Oi Soluções e vença a disputa, a Claro será mais uma tele a absorver um “pedaço” da Oi, antiga concorrente de peso.
De acordo com Rodrigo Marques, a operadora está focada na expansão de serviços oferecidos.
“A gente está sempre analisando oportunidades que existem no mercado, seja de fibra, seja de outros negócios que tenham a ver e façam sentido para o nosso negócio”, destacou.
A principal prova dessa afirmação é a já mencionada aquisição da Desktop, que agora só depende do aval do Cade e da Anatel para ser totalmente concretizada.
Internet via satélite direto no celular
Conforme também destacou Rodrigo Marques em sua entrevista, a Claro está em conversas com a Starlink para oferecer um serviço de D2D (direct-to-device) que, na prática, levaria a internet via satélite direto para os celulares dos clientes da operadora.
O executivo informou que ainda não há parâmetros para um possível acordo, mas que as tratativas iniciais já foram feitas.
Vale destacar que a tecnologia D2D é diferente da banda larga fixa via satélite já comercializada pela Starlink. Nessa, o foco é na recepção do sinal diretamente nos celulares, sem mediação de nenhum outro equipamento.
De olho nos 700MHz
O executivo chefe da Claro Brasil comentou ainda sobre o interesse da operadora em participar do leilão da frequência de 700MHz, que terá seu desfecho no próximo dia 31 de abril.
Segundo Rodrigo Marques, há uma leitura interna de que será muito difícil a tele conseguir alguma coisa no certame. Porém, a participação é importante para, na visão dele, manter a companhia a postos para qualquer oportunidade.
A Claro, juntamente com TIM, Vivo e algumas operadoras menores, se opuseram ao formato como o leilão dos 700MHz foi estruturado, que dá vantagem a empresas de telecom menores que podem se tornar concorrentes. Porém, os protestos foram ignorados pela Anatel.












