Imagem: Reuters/Reprodução

Até o final de 2026, 2.220 cidades brasileiras terão 5G funcionando

Apesar de representarem pouco menos da metade do total de cidades do país, esses municípios abrigam 80% da população.

Goodanderson Gomes
3 min de leitura

Segundo projeções do Ministério das Comunicações, até o final de 2026, um total de 2.220 cidades brasileiras terão o sinal de 5G plenamente ativo. Hoje em dia, apenas 1.420 municípios contam com esse espectro.

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Projeções anteriores colocavam a meta de chegar a 1.469 cidades cobertas para este ano, 751 a menos que a nova estimativa. Isso motivou comemorações de autoridades do MCom.

Também segundo dados oficiais, esse avanço expressivo é motivado pelo aumento de investimentos em infraestrutura, tanto no âmbito público quanto no privado.

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80% da população atendida

Outro dado interessante relacionado ao 5G e divulgado pelo MCom é que as 2.220 cidades que estarão dentro do espectro até o final de 2026 abrigam 80% da população nacional.

O número pode parecer impressionante, devido ao fato de o Brasil ter, ao todo, 5.570 municípios. Ou seja, menos da metade das cidades conta com o 5G.

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Contudo, a implantação do sinal começou em grandes centros, que concentram massas populacionais, e foi sendo expandida para cidades de grande e médio porte. Como resultado, a maioria das cidades com mais de 200 mil habitantes já recebe sinal 5G.

Por outro lado, o Ministério das Comunicações garante que cerca de 800 cidades com menos de 30 mil habitantes, geralmente localizadas no interior dos estados, receberão 5G ainda em 2026.

Um processo bem parametrizado, mas ainda desafiador

A expansão do 5G no Brasil não é aleatória. Na verdade, o processo é guiado por leilões de concessão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que tem metas bastante claras.

Como exemplo, até o final de 2026, está estabelecido que 30% das cidades com menos de 30 mil habitantes entrem no espectro, 60% em 2027 e 90% em 2028. Para 2029, é prevista uma universalização na cobertura.

Porém, o processo não é tão simples quanto parece. Atualmente, muitas localidades que nominalmente já contam com 5G são apontadas em reclamações de sinal falho ou até indisponível. Em outros tantos locais, até mesmo a chegada de faixas antigas como o 3G e o 4G parece um sonho distante.

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Diante disso, a própria Anatel tem empenhado esforços em mapear os chamados “desertos digitais”, a fim de saber onde o sinal é ruim e onde sequer existe.

As autoridades das telecomunicações no Brasil pregam que o objetivo de ações como essa é democratizar o acesso às redes de telefonia móvel de última geração, promovendo assim uma maior inclusão social.

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