Imagem: UIT/divulgação

Conectividade como prioridade: UIT aprova plano para reduzir exclusão digital até 2029

Goodanderson Gomes
3 min de leitura
Imagem: UIT/divulgação

No encerramento da Conferência Mundial de Desenvolvimento das Telecomunicações (WTDC-25), ocorrido no último dia 28 de novembro em Baku, capital do Azerbaijão, os países-membros da União Internacional de Telecomunicações (UIT) chegaram a um consenso: é preciso agir para conectar quem ainda está fora da internet.

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O evento terminou com a assinatura de um novo plano de ação, que vai orientar iniciativas internacionais até o fim da década. A proposta busca enfrentar uma desigualdade que persiste, apesar do avanço das redes: a exclusão digital de bilhões de pessoas.

Inclusão como foco

Segundo relatórios da própria UIT, mais de 2 bilhões de pessoas, algo em torno de um quarto da população mundial, seguem desconectadas em pleno 2025. O novo plano não apenas reconhece esse número, mas tenta mapear caminhos para enfrentá-lo. 

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As ações previstas priorizam áreas com baixa cobertura, regiões remotas, países em desenvolvimento e grupos sociais frequentemente deixados de fora do progresso digital.

Para a secretária-geral da entidade, Doreen Bogdan-Martin, a conectividade já não pode ser tratada como uma questão técnica. “É uma questão humana. Sem acesso à internet, estamos falando de populações inteiras deixadas para trás em saúde, educação e oportunidades”, declarou durante o evento.

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Medidas e compromissos

Entre os compromissos assumidos, estão o estímulo à criação de redes locais, programas de capacitação, incentivo ao uso de dispositivos acessíveis e o fortalecimento da infraestrutura já existente. 

O documento também inclui recomendações aos grupos técnicos da UIT para que foquem em temas como qualidade da conexão, acessibilidade e segurança.

Além disso, foram anunciados projetos regionais. Um deles, em parceria com o governo da Austrália, pretende conectar comunidades da Ásia-Pacífico. 

Outro, no Senegal, vai apoiar mulheres jovens no uso de tecnologias digitais. A UIT também mencionou iniciativas voltadas à formação técnica em países da CEI.

Diversidade de realidades e cooperação

O diretor do setor de desenvolvimento da UIT, Cosmas Luckyson Zavazava, lembrou que os desafios não são os mesmos para todos. 

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“Há países sem litoral, pequenas ilhas, grandes territórios com áreas isoladas. O plano tenta respeitar essas diferenças e propor soluções adaptáveis”, disse.

O plano de Baku marca um novo momento para a UIT. Mais do que metas técnicas, representa um chamado à cooperação global. As metas são ambiciosas, mas não inatingíveis, desde que cada parte envolvida faça a sua parte.

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