Meta e Google estão no alvo do Cade por violar regras de concorrência

Ana Cláudia
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Nesta terça-feira (2), o superintendente-geral do Conselho Administrativo Econômico (Cade), Alexandre Barreto de Souza, abriu um processo para investigar se o Google e a Meta estão violando as regras de concorrência no Brasil. 

Cade

O objetivo é apurar as denúncias recebidas pelo Cade sobre o possível abuso de posição dominante por parte dessas empresas. Segundo o documento obtido pela CNN, Google e Meta teriam utilizado as plataformas Google, Youtube, Facebook e Instagram para promover propagandas contra o PL das Fake News.

De acordo com um trecho da decisão, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reconhece a importância excepcional da economia digital para a economia atual. 

Portanto, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) não pode evitar discutir questões relacionadas à sua competência legal. Embora nenhuma medida cautelar tenha sido tomada, a ação do Cade tem como objetivo avaliar se existem problemas de concorrência decorrentes dos recentes movimentos patrocinados pela empresa.

“Conforme reconhecido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE, a economia digital possui uma importância ímpar para a economia moderna, não podendo esta autoridade de defesa da concorrência abster-se das discussões possivelmente relacionadas à sua competência legal”, diz trecho da decisão.

Entenda melhor o contexto dessa polêmica que envolve a Meta e o Google

Na segunda-feira (1º), o Ministério Público Federal de São Paulo notificou o Google e a Meta sobre alegadas atividades em suas próprias plataformas que se opõem ao projeto de lei 2630, também conhecido como PL das Fake News. Naquele dia, o Google exibiu uma mensagem em sua página inicial contra o projeto de lei das Fake News. 

No entanto, em 2 de maio, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom) emitiu uma medida cautelar exigindo que o mecanismo de busca ajustasse sua página inicial, e a mensagem foi removida pela plataforma na tarde daquele dia. 

Em outra frente, o ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF) ordenou que os presidentes do Google, Meta, Spotify e Brasil Paralelo compareçam à Polícia Federal (PF) para prestar depoimento sobre sua possível contribuição à desinformação sobre o tema.

E hoje, por causa de motivos semelhantes, Google, Meta e outras plataformas foram convidadas pelo STF – Supremo Tribunal Federal, a depor à Polícia Federal sob acusação de interferência no PL das Fake News.

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Profissional de comunicação formada em jornalismo, atua no marketing digital há sete anos, trabalha como redatora há cinco anos. Falar, escrever, conversar são muito mais que ferramentas da profissão, mas parte do lado bom da vida. E-mail para contato: anaclaudia@minhaoperadora.com.br
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