Quando o 2G e o 3G vão acabar? Saiba o que muda para você

O 4G já está consolidado, o 5G avança e o 6G já tem data marcada. Então, para que ainda servem as conexões mais antigas?

Goodanderson Gomes
3 min de leitura

Mesmo com avanços significativos nos últimos anos, as redes móveis no Brasil seguem apresentando grandes disparidades.

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Ocorre que em algumas áreas o 5G já funciona perfeitamente, enquanto em outras o 4G é o topo da pirâmide do momento, plenamente estabelecido na grande maioria dos municípios brasileiros. Porém, existem cidades onde só é possível ter “internet do chip” via 2G ou 3G, duas tecnologias já bastante defasadas.

Diante desse cenário, uma pergunta não quer calar: quando 2G e 3G serão desligados e qual será o impacto disso no dia a dia das pessoas? Vamos refletir a seguir.

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Quando o 2G e o 3G serão desligados?

Em um mundo ideal, eles já deveriam estar desligados. Não porque não são importantes, mas por que já estão ultrapassados.

Na verdade, as teles já estão autorizadas a desligar as frequências de 2G e 3G. O problema é que para que isso ocorra, o 4G e/ou o 5G devem estar funcionando plenamente. De todo modo, analistas estimam que até 2028 ambas frequências já estejam desativadas.

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Como mencionamos antes, em muitas localidades, sobretudo as mais remotas, os espectros mais antigos são uma tábua de salvação. E não estamos falando apenas de entretenimento, mas sobretudo de serviços essenciais que dependem dessas conexões para seguir funcionando.

Ainda existem diversos lugares onde equipamentos como maquininhas de cartão e até rastreadores veiculares precisam dessas frequências ativas. Por tudo isso, antes de apertar o botão de “desliga” do 2G e do 3G, as operadoras devem garantir a cobertura com as frequências mais atuais.

Inclusive, em abril do ano passado a Anatel já determinou que apenas smartphones que suportam no mínimo a frequência 4G podem ser homologados. Esse foi o passo mais concreto em direção à “morte” das redes antigas.

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Nos resta reforçar que não adianta pensar em fim do 2G e do 3G antes de uma universalização do 4G e avanço mais firme do 5G.

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É bem verdade que as frequências antigas já não entregando o que o padrão de consumo moderno exige, mas não é plausível colocar em cheque a conexão móvel em si em nome de uma cobertura que ainda não chegou.

De qualquer forma, chegará um momento em que as novas frequências, mais modernas e robustas, inevitavelmente estarão em todos os lugares e cobrarão o espaço no espectro que hoje é ocupado pela segunda e terceira geração da telefonia móvel.

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