A Claro colocou a inovação no centro da sua estratégia corporativa para ampliar a conexão com os clientes em todo o Brasil. A operadora do grupo América Móvil investe em infraestrutura, novos modelos de negócio e parcerias tecnológicas para gerar mais valor no dia a dia de quem usa seus serviços de telefonia móvel, banda larga, TV por assinatura e soluções digitais.
Sob a liderança do CEO Rodrigo Marques, a companhia integra o maior grupo de telecomunicações da América Latina e mantém o BeOn, hub de inovação aberta que conecta startups, universidades e centros de pesquisa a projetos internos. Em 2025, a Claro fechou o ano com 89,5 milhões de clientes de telefonia móvel, receita de R$ 51,8 bilhões e liderança em banda larga no país.
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ESTRUTURA AMBIDESTRA DE INOVAÇÃO
Segundo Marques, a inovação não possui orçamento próprio porque está presente em todas as áreas da companhia, do atendimento em loja à instalação de banda larga. Colaboradores de todos os setores precisam agir com espírito inovador para entregar soluções diferentes e gerar valor real no atendimento aos clientes todos os dias, reforça o executivo em entrevista sobre a estratégia da operadora.
“Todos os nossos investimentos estão relacionados, e 100% de nossos colaboradores estão envolvidos com inovação porque tudo o que fazemos precisa ter inovação. Se eles não se transformam no dia a dia, a Claro não consegue se transformar”, afirma o CEO em entrevista ao Valor.
O BeOn funciona como hub de inovação aberta, selecionando projetos e firmando parcerias com startups em diferentes estágios de maturidade, além de universidades e centros de inovação ao redor do mundo. A área também aproveita leis de fomento e incentivos à inovação do país para ajudar a Claro a resolver problemas internos e demandas dos próprios clientes por meio de cocriação com o ecossistema global.
HUBS DE NEGÓCIO AUTÔNOMOS
Há cinco anos, a Claro reorganizou sua estrutura para inserir mais inovação nos processos internos, criando hubs que funcionam como empresas autônomas dentro da companhia. Com metas de longo prazo, essas unidades têm autonomia para desenvolver negócios e competir de forma mais ágil com as OTTs do mercado do que a operadora conseguiria isoladamente, segundo a própria empresa.
Os 11 hubs de inovação da operadora são:
- E-commerce
- E-care
- Claro tv+
- SVA
- Claro Música
- MVNO
- IoT
- Dados e Analytics
- Novos Mercados
- Claro pay
- Claro flex
Foi desse modelo que nasceu a NuCel, maior MVNO (Operadora Móvel com Rede Virtual) do país, criada em parceria com o Nubank e que já soma um milhão de clientes. Segundo Marques, o trabalho com o core de conectividade caminha ao lado dos hubs, formando o conceito de ambidestria adotado pela operadora em toda a sua estratégia de inovação e novos negócios digitais.
PARCERIAS EM NUVEM E IA
A Claro também investe em parcerias globais para acessar tecnologias de ponta e trazê-las ao Brasil. A empresa fechou acordo com a Nvidia e a Oracle e se tornou a primeira Nvidia Cloud Partner da América Latina para processamento de dados e inteligência artificial, ampliando o acesso local a infraestrutura de IA de última geração para clientes corporativos.
Dessa parceria surgiu o serviço de GPU as a Service, que permite a startups e pequenas empresas criar modelos de IA ou acelerar provas de conceito sem precisar comprar hardware caro. O acesso ocorre por meio das GPUs da Nvidia hospedadas na nuvem da Oracle, com contratação por poucas horas e custo reduzido em reais para quem precisa testar novas soluções de inteligência artificial.

Em parceria com a AWS, a Claro lançou em fevereiro, durante o Mobile World Congress em Barcelona, uma oferta de nuvem híbrida baseada no AWS Outposts. A solução, construída sobre plataforma proprietária da Claro, unifica infraestrutura fragmentada em um sistema único de controle, operação e otimização dentro do próprio data center do cliente, sem depender de estrutura externa.
Outro destaque é o IoTracker, pequeno hardware que funciona como localizador de dispositivos em qualquer lugar do mundo, desenvolvido em conjunto com a startup Technopartner. A Claro também já criou cinco soluções no âmbito do GSMA Open Gateway, iniciativa global que transforma redes de telecomunicações em plataformas acessíveis para desenvolvedores e novos negócios.
Em julho, a operadora lançou o Quality on Demand, tecnologia para redes 4G e 5G, incluindo arquiteturas 5G Standalone e Non-Standalone, que agrega inteligência à rede e permite que aplicativos solicitem, em tempo real, uma conexão mais aprimorada. A função pode ser usada em pagamentos digitais durante grandes eventos, quando o congestionamento de rede costuma ser maior.
SOLUÇÕES PARA CLIENTES B2C E B2B
No B2C, a Claro tv+ integra em um só serviço os seis maiores streamings do mercado, entre eles Netflix, Globoplay, HBO Max, Apple TV+, Prime Video e Disney+, ao lado dos principais canais de TV aberta e por assinatura. Já no B2B, a operadora anunciou em 2025 um investimento de R$ 1 bilhão para ampliar a plataforma Claro Cloud e reforçar sua atuação em segurança e automação.
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PESQUISA E FUTURO COM IA
A empresa também criou, em 2025, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Universidade de São Paulo (USP), um Centro de P&D dedicado a estudar inovação em IA e 5G. O projeto deve durar cinco anos, reúne mais de cem pesquisadores e recebe investimento de R$ 40 milhões, reforçando o compromisso da Claro com pesquisa aplicada ao setor.
“O que faz a Claro ser diferente são as pessoas e a cultura que elas criaram. Essas pessoas terão sua produtividade impulsionada pela tecnologia de IA, que vai potencializar tudo o que a Claro faz de diferente e inovador”, projeta Marques.
Para Marques, a inteligência artificial será o coração da estratégia da Claro nos próximos anos, mas sempre com foco na força de trabalho da companhia. O executivo reforça que a tecnologia deve potencializar o trabalho das pessoas, e não substituí-lo, para deixar a experiência do cliente cada vez melhor no dia a dia, do atendimento à entrega dos serviços de conexão.












