Noticiários de todo o mundo dão conta, desde as primeiras horas da manhã, de uma colisão ocorrida entre um foguete da SpaceX e a Lua. A informação foi divulgada pela própria NASA.
O foguete em questão é o Falcon 9 e o que caiu na Lua foi uma de suas sessões. Segundo observadores da NASA, os destroços caíram numa região próxima às crateras de Einstein e Bell.
Ainda segundo a agência espacial norte-americana, o impacto gerou uma cratera de, pelo menos, 18 metros de largura e 3,5 de profundidade.
O que causou a colisão?
Viajando a uma velocidade impressionante de 8.700 km/h, o segundo estágio do Falcon 9, que foi a parte que caiu na Lua, possui cerca de 14 metros de comprimento, 4 metros de largura e pesa cerca de 4 toneladas.
Esse pedaço de foguete estava vagando no espaço desde janeiro do ano passado. Na época, a estrutura foi acionada para colocar em rota os módulos lunares Blue Ghost-1, da Firefly Aerospace, e Hakuto-R, da empresa iSpace.
De acordo com os técnicos da NASA, ao longo dos últimos meses a trajetória da peça foi se alterando gradualmente por conta de forças gravitacionais e da atividade solar.
Como o estágio já não contava mais com combustível nem sistemas operacionais ativos, os controladores da missão não tinham como manobra-lo para evitar a queda.
Apesar do susto, a NASA fez questão de ressaltar que o incidente não representa qualquer tipo de risco para a Terra, muito menos para as operações da SpaceX ou da constelação de satélites da Starlink, por exemplo.
Além disso, a entidade classificou o descarte de estágios na superfície lunar como um método aceito, seguro e, por vezes, a única opção viável.

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Cientistas estão de olho no pós-impacto
Embora a colisão não tenha sido visível a olho nu, diversos telescópios em solo terrestre e equipamentos em órbita foram posicionados para registrar o evento e fotografar a região afetada.
A expectativa é que imagens do local do impacto, mostrando o antes e o depois da queda, sejam divulgadas nos próximos dias, a depender das condições de iluminação e posição das espaçonaves.
Embora a Lua seja atingida por meteoroides diariamente pela falta de atmosfera, impactos provocados por objetos criados na Terra são consideravelmente mais raros.
O último registro marcante havia ocorrido em 2022, quando destroços de um foguete chinês abriram duas crateras no solo lunar.
Para a comunidade científica, o evento inesperado acabou se tornando uma oportunidade valiosa. Os dados sobre a energia liberada e a ejetagem de poeira devem ajudar a entender melhor os efeitos de impactos artificiais e fornecer informações importantes sobre a própria geologia do satélite.












